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1 de janeiro de 2011
Novo logo oficial dos Jogos Olímpicos do Rio 2016!
Opinem! O que acharam do novo logo oficial das Olimpíadas de 2016 no Rio?
União, Celebração, Brasileirismo, infinito, afinal, o significa este arco oval?
En passant, feliz 2011! Espero que ele seja melhor do que o ano que passou e mais inspirador que esta nova facebookmania que tomou conta em 2010 com Mark Zuckerberg roubando descaradamente todos os "amigos" e ficando com a capa de homem do ano da revista Time. Isto é que tem ficado claro em todas as referências históricas da criação do Facebook e biográficas dos seus fundadores, incluindo aí a biografia-julgamento hollywoodiana realizada por David Fincher em A Rede Social (The Social Network). Entre os tais "amigos" lesados está o brasileiro Eduardo Saverin. Nessas atuais circunstâncias, homem do ano, é ironia do destino ou os fins dos tempos, cara pálida? Tweet
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Snack Culture
7 de novembro de 2010
Klout mede nível de influência no Twitter
O Klout é quem está computando tudo o que se passa na internet e criando uma pontuação de autoridade aos mais influenciáveis das redes sociais. Eles entendem isto como uma redefinição e mudança do monopólio da quantidade pelo da qualidade. Comece a entender esta intrincada engenharia digital na matéria abaixo que traduzi do jornal Globe and Mail:
Nas mudanças rápidas que acontecem no mundo da mídia social, a influência é cada vez mais importante e as empresas começam a prestar mais atenção em quem está conduzindo as conversações ao invés do número de conversas que estão acontecendo.
Em muitos casos, há mais ênfase na quantidade do que na qualidade.
Uma iniciativa recente que está atraindo muita atenção na influência do "ecossistema" é o Klout.com, que utiliza algoritmos sofisticados e análise semântica para medir a influência de pessoas e temas na web.
Klout estabeleceu uma forte posição dentro da esfera de influência com um serviço gratuito que mede a influência das pessoas no Twitter, dando-lhes uma pontuação de 0 a 100. A empresa recentemente expandiu o serviço para o Facebook, e planeja adicionar LinkedIn e Foursquare até o final do ano.
Recentemente, tive a oportunidade de entrevistar o fundador do Klout Joe Fernandez sobre o crescimento da empresa e do interesse crescente influência.
Binh Tran and Joe Fernandez da Klout
Conte-me sobre como e porquê fundou o Klout?
Já em 2007, eu usei o Twitter por um tempo. Eu gostei, mas eu fiz uma cirurgia maxilar e minha mandíbula estava completamente paralisada. Durante três meses, era a minha única forma de comunicação. Isto me fez mudar a forma como estava olhando para uma nova mídia, e como era louco saber instantaneamente as opiniões das pessoas que eu mais confiava, sobre um restaurante ou qualquer outra experiência que elas estavam tendo.
Ainda mais surpreendente de tudo isso era que todos esses dados estavam disponíveis. Enquanto minha mandíbula estava paralisada, eu estava obcecado com a idéia de construir a versão alfa do Klout, que era muito rudimentar – colocando dados no Excel. Eu havia co-fundado grandes companhias de dados e tinha essa experiência. Eu não sabia o que o Klout poderia ser, mas eu sabia que esses dados eram interessantes, e independentemente se eram marketeiros ou pessoas comuns desejando conhecer os seus próprios efeitos, isto era interessante.
Você está surpreso com o foco, se não obsessão, com a influência? Como você explica esta tendência?
Nós certamente não estamos reclamando. Eu adorei saber que a tendência mudou. As pessoas fariam um monte de contas antes – seguidores, menções... Mas eu acho que o mercado vai mais rápido e eficiente ao ponto quando as pessoas percebem que a qualidade importa! Nós acreditamos que o que estamos fazendo em compreender o valor da rede de relacionamento dos clientes, é saber o valor de ter 100 pessoas falando sobre sua marca, pessoas essas que não são realmente relevantes, contra ter duas ou três pessoas que têm muita autoridade e influência comentando sobre a sua marca.
Como tem evoluído o Klout?
Sempre houve a pontuação Klout. Era algo digerível para os consumidores ou marcas, e realmente fiquei focado em fazer essa pontuação o padrão. Mesmo antes que o site estavisse em beta público, tínhamos algumas empresas API que estavam usando. Obter distribuição em torno dessa pontuação, refinar a qualidade da pontuação, e torná-la padrão se tornou nosso objetivo. Até este chegar, uma das missões fundamentais da empresa tem sido tornar-se a contagem padrão da influência online.
Qual é o modelo de negócios da Klout?
Estamos ainda em fase experimental. Estamos jogando com um monte de modelos diferentes. Nós estamos ainda mais centrados nos desafios da tecnologia de processamento dos dados que estamos tratando... Há quase 850 empresas que estão utilizando nossa (interface), e menos de 10 estão pagando por isso. As maiores empresas estão batendo em nosso sistema, mas nós ensejamos no lançamento de uma grande variedade de serviços especiais pagos.
Mark Evans (tradução Hudson Moura)
Especial para Globe and Mail
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18 de junho de 2007
Cultura em pedaços é febre na internet
Folha de São Paulo - Ilustrada, pág. 8
São Paulo, domingo, 17 de junho de 2007
Filmes, músicas, séries de TV e gibis ganham tamanho reduzido para consumo instantâneo, batizado de "snack culture'
Para pesquisador, produtos são consumidos de maneira mais dinâmica; Marcelo Tas diz que "pedaços" ajudam a decidir como gastar o tempo
DANIELA ARRAIS
ESTÊVÃO BERTONI
DA REPORTAGEM LOCAL
Nada de refrãos repetitivos e solos infindáveis. Ao sintonizar o computador na rádio Sass (www.radiosass.com), o ouvinte escuta 30 músicas em uma hora -em uma rádio tradicional, ele não ouviria mais de 12. Como? As faixas são picotadas, e os intervalos não chegam a um minuto e meio.
A rádio on-line representa uma nova forma de consumo de cultura, a "snack culture" (cultura do aperitivo, ao pé da letra). Em boa parte graças à internet, o entretenimento instantâneo vem tomando forma com a proliferação de pequenas doses de diversão.
O termo, difundido pela revista "Wired", especializada em tecnologia, inclui de "snacktones" (músicas de dez a 30 segundos compostas especialmente para tocar em celulares) e minigibis a filmes de ginástica com menos de dois minutos (para serem assistidos pelo iPod na academia) e versões reduzidas de clássicos do cinema, como "Pulp Fiction" (1994), de Quentin Tarantino.
"A gente vive em uma época em que a velocidade é supervalorizada. Buscamos uma internet mais veloz, dirigimos mais rápido, comemos fast-food. Queremos mais estímulo do que antes", diz o DJ George Gimarc, idealizador da rádio Sass.
Tanta sede pelo entretenimento instantâneo é conseqüência da sociedade de consumo, segundo Gabriela Borges, professora de ciências da comunicação da Universidade do Algarve, em Portugal. "Os produtos culturais são feitos para serem rapidamente consumidos a fim de que novos sejam produzidos", afirma.
Já o jornalista, apresentador e diretor de TV Marcelo Tas diz acreditar que a instantaneidade causada pela revolução digital tem efeitos mais amplos. "A febre não atinge só o entretenimento, mas a informação, a comunicação e até a vida afetiva."
Para Tas, a "snack culture" funciona como "um índice para o internauta decidir onde vai gastar seu tempo".
"Ele [consumidor] tem o poder de decisão na mão. Pesquisa preços antes de comprar, zapeia pelos diversos canais de informação e entretenimento antes de decidir onde vai investir sua atenção", diz.
O músico Gustavo Mini Bittencourt, da banda gaúcha Walverdes, também ressalta o papel do consumidor. "O fã é cada vez mais editor da obra do artista. Tem tanto o cara que curte ver o filme inteiro quanto o que assiste só a trailers. No meio, tem o cara que gosta de "mashupar" [misturar obras diferentes para obter um novo resultado] trailers."
Benefícios
Criador da rádio Sass, Gimarc diz que as versões enxutas das músicas trazem benefícios para músicos e gravadoras. "Se a minha rádio toca duas vezes mais do que as outras estações, ela venderá o dobro."
Na mesma sintonia, Steve Ellis, fundador do programa de licenciamento on-line de música independente Pump Audio (www.pumpaudio.com), afirma enxergar na "snack culture" uma grande possibilidade de fazer negócios.
Só em 2006, o Pump Audio, que vende trechos de músicas para programas de TV, filmes, sites e jogos de videogame desde 2001, pagou US$ 125 mil (cerca de R$ 241 mil) a artistas independentes por suas obras.
Superficialidade
O aumento na diversidade de produtos culturais é um dos pontos positivos da "snack culture", como aponta Borges. Mas ela alerta: "A superficialidade e a instantaneidade fazem com que não haja tempo para uma maior reflexão sobre o que está sendo consumido".
Para Hudson Moura, editor da revista Intermídias (www.intermidias.com) e pesquisador do Centro de Estudos da Oralidade da PUC-SP, mesmo que o produto picotado deixe de ser o mesmo, pode ter caráter permanente. "Esses produtos podem ser consumidos de uma maneira muito mais dinâmica e ter uma vida duradoura e prolongada."
Disponível no site YouTube, a versão reduzida de "Pulp Fiction", com menos de dois minutos, aumenta a vida útil e o interesse pelo filme, segundo Marcelo Tas. "A versão curta mostra que o filme, lançado no distante 1994, continua atiçando o imaginário da molecada. É uma prova da atenção e respeito dos fãs."
O músico Bittencourt reconhece uma possível superficialidade, mas não a vê com tanto pessimismo. "Cabe olhar pra isso com atenção e curiosidade, e não com uma atitude ranzinza do tipo "hoje em dia é tudo mais superficial'", diz.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1706200718.htm
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São Paulo, domingo, 17 de junho de 2007
Filmes, músicas, séries de TV e gibis ganham tamanho reduzido para consumo instantâneo, batizado de "snack culture'
Para pesquisador, produtos são consumidos de maneira mais dinâmica; Marcelo Tas diz que "pedaços" ajudam a decidir como gastar o tempo
DANIELA ARRAIS
ESTÊVÃO BERTONI
DA REPORTAGEM LOCAL
Nada de refrãos repetitivos e solos infindáveis. Ao sintonizar o computador na rádio Sass (www.radiosass.com), o ouvinte escuta 30 músicas em uma hora -em uma rádio tradicional, ele não ouviria mais de 12. Como? As faixas são picotadas, e os intervalos não chegam a um minuto e meio.
A rádio on-line representa uma nova forma de consumo de cultura, a "snack culture" (cultura do aperitivo, ao pé da letra). Em boa parte graças à internet, o entretenimento instantâneo vem tomando forma com a proliferação de pequenas doses de diversão.
O termo, difundido pela revista "Wired", especializada em tecnologia, inclui de "snacktones" (músicas de dez a 30 segundos compostas especialmente para tocar em celulares) e minigibis a filmes de ginástica com menos de dois minutos (para serem assistidos pelo iPod na academia) e versões reduzidas de clássicos do cinema, como "Pulp Fiction" (1994), de Quentin Tarantino.
"A gente vive em uma época em que a velocidade é supervalorizada. Buscamos uma internet mais veloz, dirigimos mais rápido, comemos fast-food. Queremos mais estímulo do que antes", diz o DJ George Gimarc, idealizador da rádio Sass.
Tanta sede pelo entretenimento instantâneo é conseqüência da sociedade de consumo, segundo Gabriela Borges, professora de ciências da comunicação da Universidade do Algarve, em Portugal. "Os produtos culturais são feitos para serem rapidamente consumidos a fim de que novos sejam produzidos", afirma.
Já o jornalista, apresentador e diretor de TV Marcelo Tas diz acreditar que a instantaneidade causada pela revolução digital tem efeitos mais amplos. "A febre não atinge só o entretenimento, mas a informação, a comunicação e até a vida afetiva."
Para Tas, a "snack culture" funciona como "um índice para o internauta decidir onde vai gastar seu tempo".
"Ele [consumidor] tem o poder de decisão na mão. Pesquisa preços antes de comprar, zapeia pelos diversos canais de informação e entretenimento antes de decidir onde vai investir sua atenção", diz.
O músico Gustavo Mini Bittencourt, da banda gaúcha Walverdes, também ressalta o papel do consumidor. "O fã é cada vez mais editor da obra do artista. Tem tanto o cara que curte ver o filme inteiro quanto o que assiste só a trailers. No meio, tem o cara que gosta de "mashupar" [misturar obras diferentes para obter um novo resultado] trailers."
Benefícios
Criador da rádio Sass, Gimarc diz que as versões enxutas das músicas trazem benefícios para músicos e gravadoras. "Se a minha rádio toca duas vezes mais do que as outras estações, ela venderá o dobro."
Na mesma sintonia, Steve Ellis, fundador do programa de licenciamento on-line de música independente Pump Audio (www.pumpaudio.com), afirma enxergar na "snack culture" uma grande possibilidade de fazer negócios.
Só em 2006, o Pump Audio, que vende trechos de músicas para programas de TV, filmes, sites e jogos de videogame desde 2001, pagou US$ 125 mil (cerca de R$ 241 mil) a artistas independentes por suas obras.
Superficialidade
O aumento na diversidade de produtos culturais é um dos pontos positivos da "snack culture", como aponta Borges. Mas ela alerta: "A superficialidade e a instantaneidade fazem com que não haja tempo para uma maior reflexão sobre o que está sendo consumido".
Para Hudson Moura, editor da revista Intermídias (www.intermidias.com) e pesquisador do Centro de Estudos da Oralidade da PUC-SP, mesmo que o produto picotado deixe de ser o mesmo, pode ter caráter permanente. "Esses produtos podem ser consumidos de uma maneira muito mais dinâmica e ter uma vida duradoura e prolongada."
Disponível no site YouTube, a versão reduzida de "Pulp Fiction", com menos de dois minutos, aumenta a vida útil e o interesse pelo filme, segundo Marcelo Tas. "A versão curta mostra que o filme, lançado no distante 1994, continua atiçando o imaginário da molecada. É uma prova da atenção e respeito dos fãs."
O músico Bittencourt reconhece uma possível superficialidade, mas não a vê com tanto pessimismo. "Cabe olhar pra isso com atenção e curiosidade, e não com uma atitude ranzinza do tipo "hoje em dia é tudo mais superficial'", diz.
22 de abril de 2007
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