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10 de novembro de 2010

Dom Quixote vira livro eletrônico interativo com YouTube e Facebook

Interfaz del Quijote interactivoDom Quixote acaba de ser disponibilizado como livro interativo pela Biblioteca Nacional da Espanha (BNE), após o trabalho de digitalização que enfeitou a obra-prima espanhola com mapas e ilustrações da época.

A primeira edição do romance do "engenhoso fidalgo" da obra de Miguel de Cervantes (1547-1616), data de 1605 e 1615 em Madri e que agora, quatro séculos depois, pode ser lido como qualquer e-book, virando as páginas da tela, trocando o tipo de letra ou seu tamanho.

A novidade é que no trabalho de digitalização das 1.282 páginas da edição foram acrescentados diversos complementos para tirar mais proveito da obra. Estão incluídos mapas interativos de rotas com os itinerários das viagens de Dom Quixote, uma cronologia de fatos relativos à obra, seu contexto - a vida no século XVII, os livros de cavalaria
 - e seu autor, referências a outros livros da Biblioteca Nacional, ilustrações e gravuras da época e links para enviar trechos por e-mail ou Facebook. Além disso, é possível ouvir música e até "o som real das páginas" ao serem viradas.

À iniciativa sobre a obra-prima da literatura espanhola soma-se a apresentada Academia Real Espanhola da Língua (RAE) e pelo Youtube, que permite que internautas do mundo todo exponham nesse site vídeos com a leitura do livro.

26 de abril de 2010

Lançamento do Dicionário de Personagens Afrobrasileiros


Lançamento 6 de Maio, 18h
Livraria LDM, Salvador, Bahia
O Dicionário de Personagens Afro-brasileiros põe em cena as principais figuras literárias, nos séculos XX e XXI, na prosa narrativa, sobretudo, mas igualmente em algumas obras  poéticas e musicais, e em contos populares e infantis. O livro nasceu de uma preocupação com o surgimento da Lei 10.639/03, do Parecer no.3 e 4, do Conselho Nacional de Educação (CNE) e da Resolução CNE/CP 01/2004, que instituíram a obrigatoriedade do ensino de História da África e das culturas afrobrasileiras nos currículos das escolas públicas e particulares da Educação Básica.  
 negritude  já representa um  importante paradigma para o exame de expressões artísticas que abordam temáticas relacionadas às marcas da cultura africana nas Américas. Os processos de conscientização do valor de tais marcas africanas abrem o caminho para o resgate de todo um universo cultural que sobreviveu, durante séculos, oprimido e relegado ao segundo plano.  Nessa direção, chega-se aos processos demestiçagem aptos a mostrar que a identidade nacional  não é um caminho de mão única, mas, sobretudo, uma encruzilhada para onde convergem várias  formas  expressivas de saberes distintos.
O papel de todos - brancos, indígenas, negros - na formação da nação é inegável. Entretanto, pelas vicissitudes históricas, a cultura branca dominou as outras criando fendas profundas que ainda prejudicam o desenvolvimento social. Os debates sobre essa dominação são intensos e conduzem a muito desencanto em relação a qualquer esforço de valorização das culturas oprimidas, durante séculos.  Buscar a visibilidade de uma cultura, tratada como desigual, sempre levanta discussões relativas ao uso de um racismo inverso, estimulando comportamentos parecidos com os da etnia dominante.  É como se houvesse um movimento de racismo contra o branco, empreendido por negros e índios.
No entanto, todos os esforços de mostrar o peso do negro e do índio na formação nacional só tem um objetivo: apontar para uma riqueza cultural e patrimonial, que cria uma diversidade mestiça, destinada a estampar a originalidade desse país.  Essa obra inédita começa com os afrobrasileiros, contando uma história de dor, sofrimento e opressão, mas também de amizade, com festas, danças, sensualidade, criação artística, vivência popular, utopias políticas. Essa obra original começa homenageando os antepassados escravos dos brasileiros, e tudo que trouxeram, nessa rica transculturação, para fundar um Novo Mundo. Na sequência  do projeto de valorização de culturas oprimidas,  será necessário, mais adiante,  a observação e o exame de outras que tiveram a mesma importância no desenvolvimento do país.  Nesse momento, os pesquisadores da Universidade do Estado da Bahia, com o apoio da fundação de pesquisa do estado, sentem-se orgulhosos em formarem uma equipe de pesquisadores de vários estados, da França e da África, para reconhecerem a  herança incontornável de um dos  povos fundadores da nação.
Licia Soares de Souza
(Organizadora)

25 de março de 2007

Pausa para Adélia Prado


Confira as fotos e Leia os artigos sobre a escritora Adélia Prado no Overmundo

26 de dezembro de 2006

Meletinski e os contos populares

MITOPOÉTICAS – DA RÚSSIA ÀS AMÉRICAS

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Eleazar M. Meletínski (foto), uma das figuras mais importantes das Humanidades, na Rússia, é autor de livros como O Herói do Conto de Magia (1958), Origens do Epos Heróico (1963), Os Edda e as Formas Primitivas do Epos (1986), Poética Histórica da Novela (1990) é conhecido no Brasil pelo clássico A Poética do Mito (1976) publicado em tradução de Paulo Bezerra em 1987, pelo mais recente Arquétipos Literários (1994), traduzido por um grupo de professores do curso de Russo da USP e publicado em 1998, e pelo curso que ele ministrou na PUC em 1995, e também pelas conferências que proferiu na ECA-USP e no Departamento de Letras da UNESP, de São José do Rio Preto. O presente Mitopoéticas: da Rússia às Américas, organizado por Aurora Bernardini e Jerusa Pires Ferreira, e co-organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Literatura e Cultura Russa da USP e pelo Núcleo de Poéticas da Oralidade da PUC-SP, reproduz textos originais de E.M. Meletínski e R. Jakobson-Bogatirev.


Aurora Fornoni Bernardini e Jerusa Pires Ferreira
194p.
16x22 cm
ISBN 85-7732-021-9

11 de dezembro de 2006

Boitatá

O Boitatá está de volta...







Já se encontra disponível o número 2 da Boitatá:
Revista do GT de Literatura Oral e Popular.

Dêem uma olhada, mandem suas opiniões!

A chamada de artigos para a número 3 já se encontra online.
A data limite para envio é 16 de abril.

8 de dezembro de 2006

O "Impresenciável"

por

André Cruden


Eu posso contar a minha história através das mortes que permearam meu caminho. A de meu avô aos dez, a de meu tio aos doze, a de meu irmão ao quinze, a de meu primo aos vinte, a de minha mãe aos 25.

É estranho o silêncio que se coloca e a voz que ecoa lúcida, límpida e onipresente. Fulano morreu, está morto. Um discurso ao mesmo tempo racional e emotivo. Repetido sem parar. E fulano parece também morrer repetidas vezes, a cada momento que essas palavras ressoam.

Talvez seja assim o discurso da morte, tão implacavelmente racional quanto humanamente impensável. O fim do corpo é também o fim de uma vida. Esta, a da terra.

Isto é o mais impressionante quando se fala da morte. Ela é natural, pois pertence ao ciclo da vida, portanto algo mais saudável e harmonioso não existe. Ela é desumana, pois tira um ente querido da nossa convivência, portanto nada mais cruel e perverso.

A morte tem essas duas faces. A dualidade lhe pertence. Entretanto, o mais irredutível é, sobretudo o ato de morrer. Incompreensível. Impresenciável.

4 de dezembro de 2006

Sins (poemas para não ler) de Magali Oliveira Fernandes

amor soa sins
e tateia eus
na gratuidade
do corpo.

é folha de livro
que (lida ou quase)
se desfaz no tempo.

fica somente o perfume,
um outro texto, submerso
na imensidão do ar.


"Este livro, sendo o dos sins, traz embutida a idéia de seu oposto, os nãos, como num abrir e fechar permanente. Aí têm lugar a poética do livro, a do corpo, a do sonho. E por isso também há lugar para um conjunto de alusões sutis".
Jerusa Pires Ferreira


A Dix Editorial e a Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura
convidam para o lançamento do livro

Sins
(poemas para não ler)


Magali Oliveira Fernandes

Lançamento

dia 16 de dezembro - sábado
das 14:00 às 17:00 h

Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura
Avenida Paulista, 37 - fone (11) 3251-5271

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