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13 de outubro de 2010

Lançamento: Cinema, Globalização e Interculturalidade

O livro Cinema, Globalização e Interculturalidade será lançado no  Rio de Janeiro no dia 18 de outubro às 19 h na Blooks Livraria ( dentro do Arteplex Unibanco de Cinema ) Praia de Botafogo 316 (tel: 25598776). O livro também pode ser adquirido diretamente pelo site da Argos Editora





Cinema, Globalização e Interculturalidade
Andrea França e Denilson Lopes, orgs.
Editora Argos da Unochapeco - Local, Chapeco, SC
401 pags preço: R$49,00
ISBN: 9788578970048

Sumário

Apresentação pelos organizadores
Módulo I: Cinema Mundial, Cinema Intercultural
Martin Roberts -  “Baraka”: O Cinema Mundial e a Indústria Cultural Global”
Hudson Moura - “O cinema intercultural na era da globalização”
Vicente Rodriguez Ortega - “Esclarecendo o conceito de Cinema Transnacional”
Denilson Lopes -  “Paisagens Transculturais”

Módulo II: Cinema, Periferia e Hibridismo,
Robert Stam - “Para além do Terceiro Cinema: Estéticas do Hibridismo”
Hamidy Naficy - “Definindo o Cinema com Sotaque”
Ângela Prysthon - “Outras margens, outros centros: algumas notas sobre o cinema periférico contemporâneo”

Módulo III:  Enunciados de Nacionalidade e Imaginários Transnacionais
Yingjin Zhang - “Cinema Chinês no Novo Século: perspectivas e problemas”
Anelise Reich Corseuil e Renata Wasserman - “Canibais viajantes”
Andréa França - “Imagens de itinerância no cinema brasileiro”.

Módulo IV: Recepção e audiência
Sheldon Lu, “Dialetos e modernidade no séc. XXI”
Mahomed Bamba, “O Cinema na África: dos contos ancestrais às mistificações cinematográficas”
Leo Goldsmith, “História, Tragédia e Farsa: ‘The President’s Last Bang’ nos circuitos dos Festivais de Cinema”

Módulo V:  Nas fronteiras da Memória, do Desejo e do Afeto
Laura Marks, “A Memórias das Coisas”
Rosanna Maule, “A dialética do desejo transnacional feminino em quatro filmes de Claire Denis”
Andrea Molfetta, “O que vi quando te vi? Os Diários de Viagem Sul-americanos sobre a França”

Esta coletânea não é apenas uma somatória de artigos dedicados ao tema do título. Ela pretende ser um registro de pensamentos e questões sobre as imagens cinematográficas contemporâneas, permeadas pelas experiências do exílio, da estrangeiridade, do nomadismo, do desenraizamento. A radical diversidade de abordagens sobre o tema é esclarecedora: há uma compreensão do desafio político e estético que é colocar em cena hoje aquilo que desaparece cotidianamente diante de todos nós (espectadores de imagens), isto é, a possibilidade de um mundo comum que possa incluir aqueles que dele estavam e estão excluídos por diferentes razões.

Para além da história e da teoria do cinema, também presentes aqui, os quinze artigos de pesquisadores e professores de diferentes instituições, nacionalidades e países exploram sobretudo as múltiplas conexões entre imaginário, economia globalizada, mídia de massa, cultura e memória coletiva. Sendo o cinema contemporâneo o meio eleito para  alavancar estas questões, diálogos e conexões interdisciplinares, não há outro sentido neste livro senão a pergunta que o atravessa: como falar de interculturalidade através do cinema? O que mostrar? Quem olha quem? Quem mostra o quê? O que é mostrado, o que é escondido? Onde estou no olhar do outro, dentro da mise en scène do outro? Questões de cinema que são muitas vezes retomadas.

Se a engrenagem da globalização é abolir o dentro e o fora, apagar as fronteiras, ser inclusiva e prosperar incorporando em suas esferas cada vez domínios de vida mais variados e maiores, o que se lê nestes ensaios são reflexões estéticas, econômicas e políticas a respeito desse modelo que tem por característica excluir massas inteiras dessa pretensa universalidade. São cinemas – da Ásia, da África, das Américas, da Europa - que falam de um mundo de conexões, redes, associações freqüentes e mutantes, ao mesmo tempo que narram experiências de solidão, diásporas e despertencimento.

 Autores como Hamid Naficy, Rosanna Maule, Laura U. Marks, Yingjin Zhang, Leo Goldsmith, Sheldon Lu, entre outros que pela primeira vez são traduzidos para o português, trazem para o leitor uma obra que discute a emergência do imaginário global através do cinema e sua relação com as dimensões culturais da globalização econômica. Dividido em blocos temáticos, este livro discute a projeção cinematográfica de imaginários nacionais e os modos de circulação destas imagens, o lugar da memória e dos afetos no cinema transcultural, a invenção de enunciados de nacionalidade através destas imagens. É, de fato, um conjunto riquíssimo de olhares, pensamentos e indagações que só o cinema contemporâneo pode provocar quando tensiona os discursos correntes da televisão e das mídias de massa.


11 de junho de 2010

"Poética do Traduzir" de Henri Meschonnic


Polêmico e rigoroso em suas críticas, Henri Meschonnic revisa a história da tradução na Europa, continente em que traduzir significou o apagamento das diferenças. Perpassa crítica e criação literária, psicanálise, linguística e filosofia num trabalho de conjunto, não para discutir o que a linguagem diz, mas o que ela faz. Em Poética do Traduzir, que a editora Perspectiva traz em sua coleção Estudos, ele analisa o ato de traduzir e seus resultados; visa o ritmo como força irredutível à métrica formalizadora, porque vem do corpo, da voz, do gesto, de toda organização do movimento no discurso. Na leitura da Bíblia, o ritmo sabota dicotomias de pensamento como verso e prosa, sentido e forma etc. Meschonnic protagoniza a descoberta de uma política e de uma ética em que a tradução desempenha papel transformador do pensamento e da linguagem. Pesam as diferenças linguísticas, culturais e históricas: traduzir entrevê energias secretas que, por vezes, pode-se nomear alteridade.

Henri Meschonnic, teórico da linguagem, da literatura, da tradução, com uma visão rigorosa e inovadora nesses campos de estudo, professor de linguística e literatura em Paris VIII, foi um dos fundadores do Centro Experimental de Vincennes e promoveu uma linha de trabalhos desenvolvida como "Disciplinas do Sentido" na Escola Doutoral. Dentre suas maiores contribuições no domínio da tradução, salienta-se a sua versão do Antigo Testamento, que, em seu labor de mestre, converte-se não apenas em um terreno de experimentação, como em uma rica seara de descoberta poética.

26 de abril de 2010

Lançamento do Dicionário de Personagens Afrobrasileiros


Lançamento 6 de Maio, 18h
Livraria LDM, Salvador, Bahia
O Dicionário de Personagens Afro-brasileiros põe em cena as principais figuras literárias, nos séculos XX e XXI, na prosa narrativa, sobretudo, mas igualmente em algumas obras  poéticas e musicais, e em contos populares e infantis. O livro nasceu de uma preocupação com o surgimento da Lei 10.639/03, do Parecer no.3 e 4, do Conselho Nacional de Educação (CNE) e da Resolução CNE/CP 01/2004, que instituíram a obrigatoriedade do ensino de História da África e das culturas afrobrasileiras nos currículos das escolas públicas e particulares da Educação Básica.  
 negritude  já representa um  importante paradigma para o exame de expressões artísticas que abordam temáticas relacionadas às marcas da cultura africana nas Américas. Os processos de conscientização do valor de tais marcas africanas abrem o caminho para o resgate de todo um universo cultural que sobreviveu, durante séculos, oprimido e relegado ao segundo plano.  Nessa direção, chega-se aos processos demestiçagem aptos a mostrar que a identidade nacional  não é um caminho de mão única, mas, sobretudo, uma encruzilhada para onde convergem várias  formas  expressivas de saberes distintos.
O papel de todos - brancos, indígenas, negros - na formação da nação é inegável. Entretanto, pelas vicissitudes históricas, a cultura branca dominou as outras criando fendas profundas que ainda prejudicam o desenvolvimento social. Os debates sobre essa dominação são intensos e conduzem a muito desencanto em relação a qualquer esforço de valorização das culturas oprimidas, durante séculos.  Buscar a visibilidade de uma cultura, tratada como desigual, sempre levanta discussões relativas ao uso de um racismo inverso, estimulando comportamentos parecidos com os da etnia dominante.  É como se houvesse um movimento de racismo contra o branco, empreendido por negros e índios.
No entanto, todos os esforços de mostrar o peso do negro e do índio na formação nacional só tem um objetivo: apontar para uma riqueza cultural e patrimonial, que cria uma diversidade mestiça, destinada a estampar a originalidade desse país.  Essa obra inédita começa com os afrobrasileiros, contando uma história de dor, sofrimento e opressão, mas também de amizade, com festas, danças, sensualidade, criação artística, vivência popular, utopias políticas. Essa obra original começa homenageando os antepassados escravos dos brasileiros, e tudo que trouxeram, nessa rica transculturação, para fundar um Novo Mundo. Na sequência  do projeto de valorização de culturas oprimidas,  será necessário, mais adiante,  a observação e o exame de outras que tiveram a mesma importância no desenvolvimento do país.  Nesse momento, os pesquisadores da Universidade do Estado da Bahia, com o apoio da fundação de pesquisa do estado, sentem-se orgulhosos em formarem uma equipe de pesquisadores de vários estados, da França e da África, para reconhecerem a  herança incontornável de um dos  povos fundadores da nação.
Licia Soares de Souza
(Organizadora)

20 de fevereiro de 2010

Beckett no Pátio


No Pátio de Letras de Faro, dia 27 às 17h, acontecerá o lançamento em Portugal do livro A poética televisual de Samuel Beckett de Gabriela Borges (foto abaixo) como parte do evento Beckett no Pátio, que conta ainda com a exibição das tele-peças Not I (1972) produzida pela BBC e Quadrat I + II (1982) produzida pela emissora alemã Süddeustcher Rundfunk. No evento terá também duas apresentações multimídias. Na primeira, o ator e prof. António Branco, diretor da FCHS/UALG, apresentará uma criação intermedia a partir das peças de televisão do autor num diálogo entre imagem, som, luz e texto com a leitura dramática da tele-peça Eh Joe (1968). Na segunda, Alexandre Caravela e Gabriela Borges farão uma intervenção experimental sonora e visual com a participação do Prof. Doutor Vítor Reia-Baptista.

O livro A poética televisual de Samuel Beckett é resultado de uma extensa investigação de doutoramento realizada pela professora e investigadora da Universidade do Algarve no Samuel Beckett Centre, Trinity College Dublin, e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e apresenta-se como o primeiro trabalho sistemático realizado em língua portuguesa sobre as peças que Samuel Beckett escreveu e produziu para a televisão.

Esta é uma rara oportunidade para conhecer a poética televisual beckettiana e ter acesso a este
trabalho, que é uma edição brasileira publicada pela editora paulista Annablume, com o apoio da Fapesp (Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo, Brasil) e do Ciac (Centro de Investigação em Artes e Comunicação da Universidade do Algarve).

A obra discute a poética televisual de Samuel Beckett elaborada a partir das suas experimentações nos mais diversos media e apresenta uma análise estética e intersemiótica das tele-peças e das transcriações das peças de teatro para a televisão. Além de ter proporcionado a Beckett a possibilidade de expressar o seu olhar estético por meio das formas que criou, a tecnologia televisual se abre para experimentações e indagações a respeito do seu próprio potencial expressivo e artístico.

O argumento usado no livro é o de que a arte pode trazer vida inteligente para a televisão. As tele-peças de Beckett mostram que algumas imagens podem forçar os limites do constante enquadramento e reenquadramento do domínio tecnológico, o qual pode abrir-se para o mistério da arte e para um novo saber fazer da técnica que seja poético.

15 de janeiro de 2010

A Poética Televisual De Samuel Beckett

A Poética Televisual De Samuel Beckett

Gabriela Borges



Neste belo livro de Gabriela Borges temos um Beckett exposto. Sim, porque a autora nos apresenta, juntamente com sua arguta análise, o fazer constitutivo da estética televisiva do autor. Praticamente desconhecido do público brasileiro, posto que nunca divulgado ou publicado aqui, esse material de trabalho backettiano mostra-se rico e útil para todos aqueles que pensam a TV – seu modo narrativo, segundo um molde mais inteligente. André Bazin, ao comentar o trabalho de Tati, disse que “jamais, sem dúvida, os aspecto físico da palavra, sua anatomia, havia sido posto tão claramente em evidência”. Podemos, sem dúvida alguma, estender essa colocação, no caso de Beckett, aos modos de vários e inusitados de dispor os elementos que compõem a linguagem da TV. A carnalidade do constructo televisivo é por ele desnudada de forma criativa, instigante. Pensa-se Bekett e pensa-se TV. Gabriela Borges, com este estudo, preenche uma lacuna no nosso conhecimento das inúmeras ‘buscas’ empreendidas no campo das artes audiovisuais pelo grande romancista e teatrólogo, com uma leitura atenta aos múltiplos caminhos por ele percorridos, aqui dispostos à espera de novas reflexões. (Josette Monzani)

Sumário sintetizado

Apresentação - Arlindo Machado

Capítulo 1 - Beckett: artista miltimídia
1.1 A desconstrução da linguagem
1.2 As peças teatrais
1.3 As peças radiofônicas
1.4 A voracidade da câmera-olho

Capítulo 2 – A experiência televisual
2.1 A colaboração com a BBC
2.2 A direção na SDR

Capítulo 3 - As tele-peças
3.1 As vozes da memória
3.2 Os fantasmas
3.3 As imagens da memória
3.4 A zona de ausência
3.5 A outra noite

Capítulo 4 - As transcriações
4.1 A boca verborrágica
4.2 As máscaras da morte

Capítulo 5 - A poética televisual
5.1 O domínio tecnológico
5.2 As relações intersemióticas
Editora: ANNABLUME, 2010

21 de novembro de 2009

Lançamento do documentário "Saberes Silvestres" de Ricardo Sá

Lançamento de Saberes Silvestres
Documentário de Ricardo Sá
Dia 28/11 às 17 horas
Auditório do Cemuni IV - UFES
Vitória - ES

7 de setembro de 2009

Claudia Andujar



Lançamento do livro e da exposição fotográfica "Marcados" de Cláudia Andujar sobre os índios marcados por números, com texto de Stella Senra








10 de junho de 2009

HOME na internet!


O site de vídeos YouTube exibe o primeiro filme que terá lançamentos quase simultâneos nos cinemas e na web. Estréia nas telas de cinema de 50 países e nos computadores de todo o mundo o filme "Home", dirigido por Yann Arthus-Bertrand e produzido pelo cineasta Luc Besson. Assista e baixe grátis até dia 14 de junho aqui! Existem versões em quatro línguas: Francês, Inglês, Alemão e Espanhol. Vale a pena ver nos dois suportes seja no computador quanto nas telonas de cinema! O filme é de uma beleza abstrata com um discurso demolidor sem deixar de ser didático. 

HOME - Making of Brasil




 

9 de setembro de 2008

"CHICO XAVIER, um herói brasileiro no universo da edição popular" de Magali Oliveira Fernandes





Dia 20 de setembro de 2008, sábado, das 15h às 18h30
Livraria Martins Fontes/Paulista
Avenida Paulista, 509 - Estação Brigadeiro
São Paulo - SP
(11) 2167-9900
(estacionamento: Rua Manoel da Nóbrega, 95)

Formato 17x24cm, 254 páginas, R$ 35,00
ISBN 978-85-7419-836-1

"Nos últimos vinte anos, vários cientistas sociais brasileiros estudaram a expressão religiosa espírita. Houve trabalhos excelentes sobre a história, as modalidades, formas de organização e referentes simbólicos do kardecismo brasileiro. Nesses trabalhos, a figura de Chico Xavier está sempre presente mas, até agora, nenhum – do meu conhecimento – abordou, assim como Magali, a relação entre a forma estética de um jovem pouco letrado e a subseqüente produção literária do médium mais famosos do Brasil."

Do prefácio de Marion Aubrée

Sumário sintetizado

Apresentação Emília Santos Coutinho

Introdução Das páginas de um diário à elaboração deste livro

Capítulo 1 A construção da figura Chico Xavier: pessoa e personagem

Capítulo 2 Uma biografia em movimento

Capítulo 3 O caderno: uma biblioteca à base de tesoura e cola

Pósfacio Cecília Almeida Salles

17 de agosto de 2007

Milton Santos e o seqüestro da globalização

Última entrevista do geógrafo é o eixo do filme, que aborda os dilemas da globalização
Por Fábio de Castro (FAPESP)
17/08/2007

Uma perspectiva periférica da globalização, a partir do olhar clarividente de um dos maiores intelectuais brasileiros. De acordo com o cineasta Silvio Tendler, esse é o foco do documentário Encontro com Milton Santos ou O mundo global visto do lado de cá, que estréia nesta sexta-feira (17/8) em salas de São Paulo, Rio de Janeiro, Santos e Campinas.

O filme, que em 2006 venceu o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro na categoria júri popular, tem como eixo condutor um registro precioso: a última entrevista do geógrafo Milton Santos, realizada em janeiro de 2001, cinco meses antes de sua morte.

“O filme não pretende ser uma síntese do pensamento de Milton Santos. É um diálogo comigo, no qual ele conduz seu brilhante raciocínio sobre a globalização, enquanto eu procuro ilustrar esse pensamento com exemplos na vida real”, disse Tendler.

Entre cenas de protestos de cocaleiros bolivianos, passeatas do Fórum Social Mundial e jovens artistas do hip-hop nas periferias brasileiras, o filme se sustenta na crítica do geógrafo aos rumos do processo de globalização.

“Ele dizia que nunca houve no mundo condições tecnológicas tão boas para o desenvolvimento da humanidade. Só que essas condições foram seqüestradas por um grupo de empresas. Cabe, portanto, à humanidade redirecionar a globalização para que ela seja conveniente para todos”, disse Tendler.

O documentário começou a nascer em 1995, quando o cineasta filmava o média-metragem Josué de Castro – Cidadão do mundo. “Fui a Paris colher um depoimento de Milton Santos, que tinha uma relação próxima com Josué. Não o conhecia ainda. Foi a entrevista mais difícil da minha vida para cortar, porque tudo o que ele dizia era brilhante”, contou.

Cineasta e geógrafo se encontraram em diversas ocasiões, quando Tendler propôs a Santos uma entrevista sobre globalização. O professor o recebeu em sua sala na Universidade de São Paulo, no dia 4 de janeiro de 2001.

“Ele já estava gravemente doente, mas me recebeu e deu uma longuíssima entrevista. Foi um depoimento muito forte, que marcou a minha vida para sempre. Quando terminei, vi que aquilo era um filme por si só”, destacou o cineasta.


Estudo e intuição

Tendler conta que fez o filme com poucos recursos. Foi de ônibus do Rio de Janeiro, onde mora, a São Paulo, para fazer a entrevista. Levou um único assistente e uma câmera digital de tecnologia defasada. “Em um determinado momento, comecei a ficar preocupado com o contraste entre a genialidade de tudo o que ele me dizia e a indigência da minha estrutura”, afirmou.

Na própria entrevista, no entanto, o geógrafo fez uma afirmação otimista: “coisas fundamentais podem ser feitas com parcos recursos”. “Ilustrei isso mostrando meninos de uma área pobre do Rio de Janeiro que fizeram um lindo filme com uma câmera barata, improvisando travellings em uma cadeira velha de escritório e usando um cabo de vassoura como tripé”, contou.

Partidos políticos que perdem a ideologia, crises da democracia, desestruturação das esquerdas: tudo o que Santos dizia em 2001 foi emergindo na realidade brasileira e mundial ao longo dos anos, de acordo com Tendler. Para ele, o geógrafo era um clarividente, alguém que associa o estudo e a intuição para mergulhar na complexidade da realidade e fazer emergir uma visão cristalina.

“O pensamento dele é muito complexo e ele não tenta simplificar as coisas. Propositalmente, como se fosse um mágico, vai nos conduzindo às suas idéias. O filme é um diálogo, mas não usei esse termo no título. Preferi ‘encontro’, porque não tenho estatura científica para me colocar no patamar dele”, declarou.

Uma vez pronta a entrevista, o restante do processo de filmagem e edição durou cinco anos. “Como quase todos os meus filmes, é um quebra-cabeça. Não tento simplificar o processo de produção, nem tenho pretensão de inovar na linguagem cinematográfica. O objetivo é me comunicar com os espectadores”, declarou.

Tendler é autor de longa-metragens como Os Anos JK – Uma trajetória política (1980), Jango (1984), Castro Alves – Retrato falado do poeta (1998) e Glauber – Labirinto do Brasil (2002).





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O programa SciELO (Scientific Electronic Library Online), biblioteca eletrônica de publicações científicas, completou dez anos. Atualmente, a SciELO abriga dez coleções em oito países – Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Portugal, Espanha e Venezuela –, além de duas coleções temáticas nas áreas de saúde pública e ciências sociais. Bases de dados para coleções de Costa Rica, México, Paraguai, Peru e Uruguai estão em fase de desenvolvimento. A biblioteca conta com mais de 130 mil artigos em 452 títulos de periódicos certificados com acesso livre. Pesquise a base de artigos aqui: www.scielo.br

7 de agosto de 2007

III Mostra Competitiva de Vitória tem Lançamento de DVD e Obras Raras


A vida é curta” é o tema do projeto da 3ª edição da Mostra “Produção Independente”, de 14 a 18 de agosto, no cine Metrópolis, Vitória, ES, com entrada franca

O projeto engloba Mostra de Arquivo “Obras Raras”; Mostra Competitiva de produções audiovisuais atuais, com 29 filmes; um Catálogo com a produção cinematográfica capixaba da década de 20 aos anos 2000, além de uma Coleção de DVDs com os filmes e vídeos selecionados para a Mostra. Os cineastas Joel Barcellos (foto) e Ramon Alvarado estarão em Vitória (dia 15/8) para participar da mostra.

No primeiro dia da mostra, fragmentos de filmes capixabas de 1920 a 2000 serão exibidos, com trilha sonora composta e executada ao vivo pela banda Solana. Ao longo dos cinco dias haverá também debates, homenagem a dois atores – Paulo DePaula e Branca Santos Neves – e, claro, exibição de filmes raros e atuais. A realização é da Associação Brasileira de Documentaristas e Curtas-Metragistas – seção Espírito Santo (ABD&C/ES), com patrocínio da Secretaria de Cultura de Vitória e da Secretaria de Cultura da Ufes. A ABD&C capixaba é uma associação de realizadores de cinema e vídeo coligada às outras 26 existentes no Brasil.

Tempo e memória

Saskia Sá, presidente da ABD&C-ES, explica que o sentido de “A vida é curta” traduz não só a exibição de curtas locais como também desperta a reflexão sobre o tempo e a memória do cinema capixaba, desde Ludovico Persici (anos 20), passando por Batan (anos 30), o cinema da resistência de Joel Barcellos, Paulo Torre, Luiz Tadeu Teixeira, entre outros, dos anos 60-70, até os atuais como Ricardo Sá e Luíza Lubiana. “Vamos apresentar o que restou da História cinematográfica capixaba, de forma cronológica, na Mostra Obras Raras”, diz Saskia. Dos anos 60, por exemplo, não existem mais cópias nem negativos dos filmes de Toninho Neves e de Ramon Alvarado, só para citar alguns.

Saskia avalia que “temos diversidade audiovisual e queremos que as novas gerações tenham contato com o cinema de outras décadas”. Outra novidade: a partir desta edição, todos os filmes da Mostra Competitiva serão reunidos e editados em formato DVD, uma forma de preservá-los para outras eras e gerações.

“Obras raras”

Com a Mostra “Obras Raras” pretende-se levantar debates sobre restauração, acesso e criação de um acervo histórico, além da distribuição dos produtos audiovisuais locais. Para o coordenador da Mostra Obras Raras, Ricardo Sá, a relevância é proporcional ao desconhecimento que o público tem sobre a história. Afinal, quase um século se passou desde que Ludovico Persici registrou os primeiros registros de que se têm notícia.

Segundo pesquisa da jornalista Patrícia Bravin, “Ludovico Persici entra para a história do cinema capixaba como o primeiro a produzir imagens em movimento no Estado”. Mais do que registrar cenas do cotidiano dos anos 20, produziu e dirigiu um filme de ficção, que pode ser o pioneiro do gênero faroeste no país (Bang bang), conforme Alex Viany, um dos maiores críticos de cinema do Brasil. E mais: Persici usou uma câmera que ele mesmo inventou, utilizando peças de gramofone e de relógios velhos: o “Apparelho Guarany” (sic), com centenas de engrenagens. Bravin explica: “As caixas, por onde passavam as fitas de filme, foram desenvolvidas com antigas latas de manteiga. O equipamento reunia quatro funções: filmar, projetar, copiar e medir o filme. Todas as ações podiam ser executadas com um único mecanismo motor, acionado manualmente ou por força motriz”.

Luiz Gonzales Batan, pai de Ramon Alvarado, é outro nome de destaque na mostra das raridades. Seu filme "Vitória", de 1935, captado em 16mm, que anos depois foi reeditado por seu filho Ramon Alvarado com o título "Um belo dia", estará em cartaz.

Já, nos anos 60, surgiram os cineastas políticos e revolucionários como Ramon Alvarado (O mastro de Bino Santo), Paulo Torre (Kaput) e Luiz Tadeu Teixeira (Ponto e vírgula), entre outros. Foi quando aconteceu o primeiro e único Festival de Cinema Amador Capixaba, produzido por Milson Henriques, em 1967.

Na década de 70, o Espírito Santo teve ainda algumas experiências com longa-metragem (35 mm). Entre os diretores da época, pode-se citar Joel Barcellos (Paraíso no inferno). Dos anos 80, a mostra das raridades exibe "Sinais de fascismo", de Sérgio de Medeiros, "Passo a passo com as estrelas", de Marcel Cordeiro, entre outros.

Seguindo a ordem cronológica, nos anos 80, os documentários também ganharam força com trabalhos de Orlando Bomfim e Ramon Alvarado. Nos anos 90, os longas-metragens ganharam visibilidade: Sergio Rezende dirige "Lamarca", Paulo Thiago "Vagas para moças de fino trato", enquanto Amylton de Almeida dirigia "O amor está no ar" – os três com recursos do Bandes –, época em que tanto se badalou o pólo estadual de cinema.

Tanto a Mostra “Obras Raras” quanto o Catálogo envolveu pesquisa em cinematecas, arquivos públicos, entrevistas com realizadores e pesquisadores de cinema. Com essa iniciativa, a ABD-ES pretende recuperar a memória audiovisual do Estado. A idéia é desenvolver políticas específicas para a preservação do patrimônio cinematográfico, além de construir parcerias de novos produtos ou eventos, que se tornem referência para pesquisadores, estudantes, empresários e amantes da sétima arte.


Mostra competitiva

Vinte e nove filmes estão selecionados para a mostra competitiva. As cinco melhores obras serão premiadas, quatro das quais pela comissão julgadora e uma pelo Júri Popular, informa a coodenadora Ursula Dart. A diversidade de múltiplas experiências marca a Mostra Competitiva deste ano. Há desde filmes frutos de oficinas, como os da Oficina Geração, realizações de universitários até os de profissionais mais experientes como Cloves Mendes (Costa Pereira), Ricardo Sá (Enquanto houver fantasia), Luiz Tadeu Teixeira (O ciclo da paixão), além de alguns premiados como Virgínia Jorge (No princípio era o verbo)(foto), Erly Vieira Jr e Fabrício Coradello (Saudosa).

Contatos: Linda Kogure
(3345-7573 e 9944-4130)

Programação

14 de agosto – terça-feira

19 h – Mostra “Obras Raras” Abertura
19h30 – Exibição de montagem de trechos de filmes capixabas de 1920 a 2000 com execução de trilha sonora do grupo "Solana".
20 horas – Debate - Mesa: “Panorama da produção cinematográfica capixaba" com Carla Osório, Milson Henriques, Nenna B, Patrícia Bravin, João Barreto, Luiz Cláudio Ribeiro. Lançamento do catálogo

21 horas – Mostra Competitiva
Manada, de Luiza Lubiana, 12’, 2005 – 35mm
Sinopse: Moça acorda desmemoriada em uma praia deserta. Ouve tambores. Corre até o som e encontra o amor.
O Pé redondo, de Maurício Junior, 25’, 2007 - DVD
Fluxo, de Felipe Dall’Orto, 6’, 2006 - DVD
Auto Vitrato, de Maria Ines Dieuzeide, 2’, 2007 - DVD
Entre Pedras e Pássaros, Oficina Olhares do Mundo, 20’, 2006 - DVD
Costa Pereira, de Cloves Mendes, 35’, 2007 - DVD

15 de agosto - quarta-feira

19 horas – Mostra “Obras Raras”
Vitória em marcha, de Júlio Monjardim, 10', 1953 - 16mm
Kaput, de Paulo Torre, 12’, 1967 - DVD
O Mastro de Bino Santo, de Ramon Alvarado, 10’, 1971 - DVD
Ponto e Vírgula, de Tadeu Teixeira, 6’, versão 1979 - DVD
Itaúnas, desastre ecológico, de Orlando Bomfim, 8’, 1979 - 16mm

20 horas – Debate - Mesa: “Por uma memória do cinema capixaba” com Anna Saiter, Joel Barcellos, Luiz Tadeu Teixeira, Ramon Alvarado, Orlando Bomfim e Ricardo Sá como mediador.

21 horas – Mostra Competitiva
No princípio era o verbo, de Virgínia Jorge, 18’, 2005 - 35mm
Sinopse: É uma fábula composta por três estórias que se fundem num vai e vem lírico e bem humorado, procurando refletir sobre o conceito de verdade e nossa busca pelas explicações de fenômenos cotidianos.
O interrogatório, de Gui Castor, 8’, 2007 - DVD
Em busca do ZZZ, de Luiza Lubiana e Jean R., 8’, 2001 - DVD
Eve, de Sem-Tao Park, 3’, 2006 - DVD
Dona Maria, muito prazer, de Iza Rosemberg e Marcela Biazatti, 5’, 2006 - DVD
Os arquivos secretos de Amylton, de Hudson Moura, 55’, 2005 - DVD Sinopse: O crítico e diretor de cinema Amylton de Almeida deixa cinco cartas escritas e guardadas em segredo em função da gravidade de sua saúde. Os arquivos secretos de Amylton colhe depoimentos dessas cinco pessoas (Irá de Almeida, Mariléia de Almeida, Jeanne Bilich, Sidemberg Rodrigues e Nelmir Schneider) dez anos depois. O filme alterna as entrevistas com trechos dos filmes mais importantes da carreira do cineasta. Direção: Hudson Moura. Assistente de direção: Suely Soares. Imagens e edição: Ronaldo Rosemberg (Caxote).

23 horas - Sessão Especial “Obras Raras”
Paraíso no inferno, de Joel Barcellos, 72’, 1977 - 35mm

16 de agosto - quinta-feira

19 horas – Mostra “Obras Raras”
Refluxo, de Sérgio de Medeiros, 33’, 1986 - DVD
Rendam-se terráqueos, de José Antonio Chalhub, 11’, 1984 - DVD
Éden Dionisíaco, direção coletiva, 5’, 1987 - DVD
Janelas, de Ricardo Nespoli, Renzo Pretti e Lu Aurich, 12’, 1987 - DVD

20 horas - Debate - Mesa “O vídeo como expressão de movimento coletivo nos anos 80”. Com Cleber Carminatti, José Antônio Chalhub, Ernandes Zanon, Ricardo Néspoli e Saskia Sá, e Rosana Paste como mediadora.

21 horas – Mostra Competitiva
O evangelho segundo Seu João, de Eduardo Souza Lima, Leonardo Gomes e João Moraes 17’, 2006 - 35mm
Saudosa, de Erly Vieira Jr e Fabrício Coradello, 15’, 2005 - 35mm
Sinopse: Nem tudo em Saudosa é ficção. A protagonista é uma cozinheira e poetisa de uma cidade do interior, que teve um caso de amor com um menino de 12 anos, verdadeiro muso de seus versos.
Shuma, de Patrick Reis, 6’, 2003 - DVD
Edmilson, Negão, de Jair Campos, 18’, 2006 - DVD
Sinopse: Narra vida e morte de Edmilson Candido Rosário, o contraventor que desafiou a sociedade e o poder público nos anos 80. As entrevistas relatam fatos que levaram Edmilson a ser comparado ao lendário Robin Hood pela população das favelas da época. Um dos entrevistados do documentário é o veterano jornalista Pedro Maia.
Maia
, de Orlando Lemos e Gui Castor, 5’, 2006 - DVD
Batei, lavadeiras! Batei!, do Instituto Geração, 10’, 2006 - DVD
Nicole, de Gabriel Perrone, Gui Castor, Nicholas Augusto Baeta Costa, 22’, 2007 - DVD

23 horas - Sessão Especial “Obras Raras”
Sinais de Fascismo, de Sérgio Medeiros, 78’, 1980 - DVD

17 de agosto - sexta-feira

19 horas – Mostra “Obras Raras”
Solidão Vadia, de Ricardo Sá, 17’, 1996 - 16mm
A Lenda de Proitnier, de Luiza Lubiana, 21’, 1994 - 16mm
Passo a passo com as estrelas, de Marcel Cordeiro, 19', 1995 - 16mm

20 horas – Debate - Mesa “Perspectivas de produção e difusão para o audiovisual capixaba” com Luiza Lubiana, Luciana Vellozo, Margarete Taqueti, Solange Lima, Claudino de Jesus e Saskia Sá como mediadora.

21 horas – Mostra Competitiva
O ciclo da paixão, de Tadeu Teixeira, 15’, 2001 - 35mm
Enquanto houver fantasia, de Ricardo Sá, 30’, 2007 - 35mm
Sinopse: paródia da série de TV A ilha da fantasia, desta vez ambientada na capital do Espírito Santo. Narra a visita de 2 adolescentes que se envolvem numa aventura macabra e acabam libertando a ilha de uma maldição ecológica. Cinema de bordas.
Último andar, de Yuri Viana, 10’, 2006 - DVD
Se correr o bicho pega, se ficar o bicho vende, do Grupo Olho da Rua, 4’, 2006 - DVD
Cave Canem, de Heraldo Ferreira, Hugo Reis, Marijana Mijoc, Maria Ines Dieuzeide, 3’, 2007 - DVD
Hora do almoço, de Thiago Coutinho e Jirlan Biazatti, 2’, 2007 - DVD
Esteriótipos, de Rodolfo Geraldo Pinto, 1’, 2007 - DVD
E aí?, de Thiago Coutinho, 4’, 2006 - DVD
Mundo marrom, de Rafael Bazilio e Walcleyber Silva, 12’, 2006 - DVD
Cine Alba – A última sessão, Instituto Geração, 14’, 2006 - DVD
Sinopse: Documentário sobre o Cine Alba, de Baixo Guandu, fechado em meados dos anos 90. Era o principal agente cultural da região noroeste do Espírito Santo, fronteira com Minas Gerais.


23 horas - Sessão especial “Obras Raras”
A morte da mulata, de Marcel Cordeiro, 104’, 2002 - 35mm





18 de agosto – sábado

19 horas - Encerramento
Leitura da Carta de Vitória
Homenagem aos atores capixabas Paulo DePaula e Branca Santos Neves
Lançamento da coletânea de DVD’s Premiação da Mostra Competitiva

21 horas –Lançamento do filme A fuga, de Saskia Sá, 17', 2007 - 35mm

6 de julho de 2007

Desvelando o Poder. Histórias de Dominação: Estado, Religião e Sociedade

Como o próprio nome sugere, Desvelando o Poder Histórias de Dominação: Estado, Religião e Sociedade é um trabalho que pretende contribuir com estudos sobre o homem e sua complexa relação com os poderes constituídos. Este livro é composto de temáticas variadas e de análises distintas, dividido em capítulos sobre o Poder e Religião; Poder e Movimentos Sociais; Poder e Política, cujos textos tratam de temas como inquisição; conflito de terras; nazismo; mídia e cinema dentre outros. Por se tratar de temas variados, possui uma temporalidade também variada que vai desde o Brasil colônia até a história do passado recente do país e do mundo. Também por isso, o livro pode interessar a um público variado que estude, pesquise ou simplesmente se interesse pelos meandros do poder e pelas formas como este tem sido exercido ao longo da história.

Orgs. Angelo Adriano Faria de Assis, Nara Maria Carlos de Santana e Ronaldo Sávio Paes Alves.
Editora: Vício de Leitura, 2007, 342p.
Valor: R$ 30,00 reais
Informações para adquirir o livro com Nara Maria Carlos de Santana pelo e-mail: naramcs@gmail.com

Sumário

Apresentação

I. Poder e Religião
> Exclusão e Estigma: moralidades e sexualidades na teia da inquisição
Ronaldo Vainfas
> A Inquisição no Brasil e a farsa pelo avesso: O caso de Baltasar Dias, tratante e falso familiar do Santo Ofício, e da prisão de Nuno Fernandes, revel e descendente dos Macabeus do Recôncavo
Angelo Adriano Faria de Assis
> A Inquisição contra as mulheres (Rio de Janeiro, séculos XVI-XVIII)
Lina Gorenstein
> O Paradoxo da América Católica: Kahal Kadosh Zur Israel, a primeira comunidade judaíca legal do Novo mundo.
João Henrique dos Santos
> Repertório Interpretativo Católico sobre a Doutrina Kardecista: Conflito na esfera religiosa do Rio de Janeiro.
Carlos Eduardo Von Doellinger Manhães

II. Poder e Movimentos Sociais
> A coerção na ausência da lei: posseiros e invasores nos Oitocentos (1822-1850)
Márcia Maria Menendes Motta
> Autoritarismo e corporativismo na relação Estado e Sindicato no Brasil
Marcelo Badaró Mattos
> A paz violenta em Chiapas. Coerção e Resistência no México Contemporâneo
Antonio Carlos Amador Gil

III. Poder e Política
> Nação, Nazismo e Autoritarismo no Brasil dos anos 30
Nara Maria Carlos de Santana
> Nas páginas das revistas: Poder e Indústria de Massa no Brasil de JK
Adriana Hassim Silva
> A violência na dominação ideológica. A propaganda legitimadora da Ditadura Militar. Um Estudo sobre o Governo Médici (1969-1974)
Ronaldo Sávio Paes Alves
> Mídia e Poder: o caso da Guerra do Vietnã
Luciano Pires Mesquita
> Cinema, Integração Nacional e Política Cultural da Ditadura Militar (1960-1980)
Eduardo Antonio Lucas Parga
> Ensino Agrícola e dominação simbólica no Brasil Republicano
Sônia Regina de Mendonça

16 de junho de 2007

Lançamentos Cinematográficos!

“Caparaó” conta história de guerrilha contra ditadura
O documentário de Flávio Frederico entrou em circuito quinta-feira (07/06) em seis capitais do país acompanhando a guerrilha na Serra do Caparaó, na divisa entre Minas Gerais e o Espírito Santo. O filme foi o vencedor da competição brasileira do Festival Internacional de Documentários “É Tudo Verdade” em 2006. O movimento, pouco tratado em livros e filmes, foi a primeira tentativa de luta armada contra o regime militar e começou em agosto de 1966, formada por um grupo de ex-militares expurgados pelo governo. Mesmo depois de intensivo treinamento na região por oito meses, o grupo de 20 guerrilheiros nunca foi acionado pela liderança exercida por Leonel Brizola. Isolados, os guerrilheiros de Caparaó (entre eles, o escritor Araken Vaz Galvão) já entravam em conflitos internos e passavam fome quando foram surpreendidos pela Polícia Militar de Minas Gerais, que os cercou em abril de 1967.

“Não por Acaso” trata da tragédia do trânsito paulistanohttp://www.estadao.com.br/banco/img/livre/2007/06/1972007060719344215naoporacasod.jpg

Philippe Barcinski, diretor de curtas premiados e de linguagem inovadora, como “Palíndromo”, estreou nesta sexta-feira (09/06) o seu primeiro longa-metragem, “Não por Acaso”. O filme acompanha o sofrimento de dois homens, um engenheiro de tráfego e o outro jogador de bilhar (Rodrigo Santoro - foto), que possuem obsessão pelo planejamento, e ambos sofrem uma grande perda. Trabalhando com a O2 de Fernando Meirelles, e a empresa produtora e distribuidora Fox, Barcinski não sofreu pressão de nenhuma das empresas para tornar seu filme mais palatável para as grandes platéias. O diretor trabalhou em íntima parceria com o fotógrafo e o montador, planejando muitas cenas - de trânsito, de pano verde da sinuca - já pensando nelas na tela. A música foi um caso à parte. Com Ed Cortês, Barcinski criou um tema para cada personagem, recurso sofisticado e que não é freqüente no cinema brasileiro.

28 de fevereiro de 2007

Filme sobre Diane Arbus estréia no MIS São Paulo

clique na imagem para agrandirA ser realizada no dia 1 de março de 2007, quinta-feira, às 21h, no auditório do MIS.

O evento será gratuito e serão distribuídas senhas à partir das 20h.

Dirigido por Steven Shainberg, o mesmo do elogiado A Secretária, e estrelado por Nicole Kidman e Robert Downey Jr., A PELE narra a ascensão de Diane Arbus à condição de uma das fotógrafas mais respeitadas e admiradas de seu país. Baseado em biografia escrita por Patricia Bosworth, A PELE explora a transformação de uma mulher tímida em uma das mais poderosas e originais artistas do século XX.


14 de fevereiro de 2007

"ANÁLISE DO DISCURSO: Reflexões Introdutórias" Cleudemar Alves Fernandes

A Análise do Discurso é um campo de estudos que vem, cada vez mais, despertando o interesse de pesquisadores de várias áreas. Isso ocorre porque se trata de um espaço teórico transdisciplinar que oferece reflexão sobre a produção e a circulação dos sentidos sociais. Este livro é um convite ao leitor para adentrar nas principais problemáticas da Análise do Discurso. Por isso, é uma leitura fundamental para todos aqueles que se interessam em conhecer esse campo tão rico em possibilidades de pesquisa.

O livro de Cleudemar Alves Fernandes tem o objetivo de expor – de maneira didática – as bases conceituais da Análise do Discurso. Ele nasceu da experiência do autor no ensino de graduação e pós-graduação e da constatação de que é necessário aproximar os leitores das problemáticas desse campo de estudos.

A contextualização histórica, a apresentação dos conceitos e a demonstração das análises são seguidas de indicações bibliográficas que permitem que as bases lançadas neste livro possam ser aprofundadas em outras leituras.

Assim, ao apresentar reflexões de caráter introdutório, o autor fornece pistas, abre portas para que o leitor se situe no interior de um campo rico em possibilidades de investigação científica.

"ANÁLISE DO DISCURSO: Reflexões Introdutórias"
96 págs.
Editora Clara Luz

Cleudemar Alves Fernandes é doutor em Linguística pela Universidade de São Paulo-USP, atua na graduação e pós-graduação da Universidade Federal de Uberlândia. É coordenador do Grupo de Pesquisas em Análise do Discurso - GPAD/UFU.

16 de janeiro de 2007

IMAGENS DA CIDADE

Espaços urbanos na comunicação e cultura contemporânea

Angela Prysthon (Org.)

Este livro é o resultado do I Simpósio Espaços Urbanos na Comunicação Contemporânea, organizado e realizado pelo Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco. Pesquisadores na área da comunicação debateram e apresentaram idéias sobre as mais diversas questões relativas à cidade e seus reflexos nas transformações urbanas e suas representações na mídia e na cultura.

O contraste das cidades e suas relações com as novas tecnologias, os novos mapeamentos dos ecossistemas, a construção de espaços de comunicação e de interação do urbano com a versão midiática, os imaginários do real e do cotidiano que soam como novos limiares comunicacionais é o que se vê refletido ao longo desta obra.

"A cidade é um grande cenário de imagens e de linguagens, uma esfera intercambiante de fronteiras de sentidos. A cidade é um sistema de interação comunicativa entre os atores sociais, responsáveis pela produção de uma cultura e simbologias urbanas." (Angela Prysthon).

Autores: Célia Romea Castro, Yvana Fechine, Cristina Teixeira Vieira de Melo, Erick Felinto, Eduardo Duarte, Isaltina Maria de Azevedo Mello Gomes, Jeder Janotti Junior, Lília Junqueira, Marcelo Kischinhevsky e Micael Herschmann, João Freire Filho, Rosana de Lima Soares, Paulo C. Cunha Filho, Paulo Vaz, Carolina Sá-Carvalho, Mariana Pombo e Angela Prysthon

Preço de Capa: R$ 35,00

Nº de páginas: 269

ISBN: 85-205-0449-3

Editora Meridional/Sulina

26 de dezembro de 2006

Meletinski e os contos populares

MITOPOÉTICAS – DA RÚSSIA ÀS AMÉRICAS

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Eleazar M. Meletínski (foto), uma das figuras mais importantes das Humanidades, na Rússia, é autor de livros como O Herói do Conto de Magia (1958), Origens do Epos Heróico (1963), Os Edda e as Formas Primitivas do Epos (1986), Poética Histórica da Novela (1990) é conhecido no Brasil pelo clássico A Poética do Mito (1976) publicado em tradução de Paulo Bezerra em 1987, pelo mais recente Arquétipos Literários (1994), traduzido por um grupo de professores do curso de Russo da USP e publicado em 1998, e pelo curso que ele ministrou na PUC em 1995, e também pelas conferências que proferiu na ECA-USP e no Departamento de Letras da UNESP, de São José do Rio Preto. O presente Mitopoéticas: da Rússia às Américas, organizado por Aurora Bernardini e Jerusa Pires Ferreira, e co-organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Literatura e Cultura Russa da USP e pelo Núcleo de Poéticas da Oralidade da PUC-SP, reproduz textos originais de E.M. Meletínski e R. Jakobson-Bogatirev.


Aurora Fornoni Bernardini e Jerusa Pires Ferreira
194p.
16x22 cm
ISBN 85-7732-021-9

15 de dezembro de 2006

É lançado o primeiro número da Revista do Cinema Documentário





A revista Doc On-line é uma ação conjunta de pesquisadores e professores do Brasil e de Portugal com apoio da Bocc e Labcom. O tema do primeiro número é "Histórias do documentário" com artigos em português e espanhol. Outro destaque é a relação e resumos das dissertações e teses recentes sobre documentário defendidas em português e espanhol em diversas instituições brasileiras, portuguesas, espanholas e latino-americanas. Clique no link acima ou na foto ao lado para ter acesso a versão integral da revista.

6 de dezembro de 2006

Lançamento de livros: Boca do Lixo e Cartaz de Cinema


Cineasta lança livro sobre Boca do Lixo na rua Augusta

O cineasta Nuno Cesar Abreu, professor do Departamento de Cinema do Instituto de Artes da Unicamp, lança nesta quarta-feira (13/12), às 19h, no Espaço Unibanco de Cinema, o livro "Boca do Lixo: Cinema e Classes Populares". A obra aborda o ciclo da Boca do Lixo, um processo de produção cinematográfica que se realizou no anos 70, no centro de São Paulo. Identificado com a pornochanchada, o cinema da Boca do Lixo desenvolveu uma identidade atravessada pelas mesmas questões que mobilizavam os outros setores da produção cinematográfica: criatividade, censura, mercado, modo de produção. Segundo explica Abreu, uma conjugação de fatores levou à formação de um pólo produtor paulista que desenvolveu formas econômicas, artísticas e de relacionamento com características próprias.
Fonte: Folha Online, 04/12


Cartaz de cinema
Fernando Pimenta catalogou mais de 200 cartazes de filmes, como “Bye Bye Brasil” e “O Sol”, assinados por ele no livro “O Cinema Brasileiro em Cartaz”. Para Pimenta, cartazes de hoje têm closes demais. O lançamento será quinta-feira (07/12), na galeria Marcia Barroso do Amaral.
Fonte: O Globo, 05/12

4 de dezembro de 2006

Sins (poemas para não ler) de Magali Oliveira Fernandes

amor soa sins
e tateia eus
na gratuidade
do corpo.

é folha de livro
que (lida ou quase)
se desfaz no tempo.

fica somente o perfume,
um outro texto, submerso
na imensidão do ar.


"Este livro, sendo o dos sins, traz embutida a idéia de seu oposto, os nãos, como num abrir e fechar permanente. Aí têm lugar a poética do livro, a do corpo, a do sonho. E por isso também há lugar para um conjunto de alusões sutis".
Jerusa Pires Ferreira


A Dix Editorial e a Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura
convidam para o lançamento do livro

Sins
(poemas para não ler)


Magali Oliveira Fernandes

Lançamento

dia 16 de dezembro - sábado
das 14:00 às 17:00 h

Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura
Avenida Paulista, 37 - fone (11) 3251-5271

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