11 de janeiro de 2008

"Post-scriptum sobre as sociedades de controle" por Gilles Deleuze


I. Histórico

Foucault situou as sociedades disciplinares nos séculos XVIII e XIX; atingem seu apogeu no início do século XX. Elas procedem à organização dos grandes meios de confinamento. O indivíduo não cessa de passar de um espaço fechado a outro, cada um com suas leis: primeiro a família, depois a escola (“você não está mais na sua família”), depois a caserna (“você não está mais na escola”), depois a fábrica, de vez em quando o hospital, eventualmente a prisão, que é o meio de confinamento por excelência. É a prisão que serve de modelo analógico: a heroína de Europa 51 pode exclamar, ao ver operários, “pensei estar vendo condenados...”. Foucault (foto acima) analisou muito bem o projeto ideal dos meios de confinamento, visível especialmente na fábrica: concentrar; distribuir no espaço; ordenar no tempo; compor no espaço-tempo uma força produtiva cujo efeito deve ser superior à soma das forças elementares. Mas o que Foucault também sabia era da brevidade deste modelo: ele sucedia às sociedades de soberania cujo objetivo e funções eram completamente diferentes (açambarcar, mais do que organizar a produção, decidir sobre a morte mais do que gerir a vida); a transição foi feita progressivamente, e Napoleão parece ter operado a grande conversão de uma sociedade à outra. Mas as disciplinas, por sua vez, também conheceriam uma crise, em favor de novas forças que se instalavam lentamente e que se precipitariam depois da Segunda Guerra mundial: sociedades disciplinares é o que já não éramos mais, o que deixávamos de ser.

Encontramo-nos numa crise generalizada de todos os meios de confinamento, prisão, hospital, fábrica, escola, família. A família é um “interior“, em crise como qualquer outro interior, escolar, profissional, etc. Os ministros competentes não param de anunciar reformas supostamente necessárias. Reformar a escola, reformar a indústria, o hospital, o exército, a prisão; mas todos sabem que essas instituições estão condenadas, num prazo mais ou menos longo. Trata-se apenas de gerir sua agonia e ocupar as pessoas, até a instalação das novas forças que se anunciam. São as sociedades de controle que estão substituindo as sociedades disciplinares. “Controle” é o nome que Burroughs propõe para designar o novo monstro, e que Foucault reconhece como nosso futuro próximo. Paul Virillo também analisa sem parar as formas ultrarápidas de controle ao ar livre, que substituem as antigas disciplinas que operavam na duração de um sistema fechado. Não cabe invocar produções farmacêuticas extraordinárias, formações nucleares, manipulações genéticas, ainda que elas sejam destinadas a intervir no novo processo. Não se deve perguntar qual é o regime mais duro, ou o mais tolerável, pois é em cada um deles que se enfrentam as liberações e as sujeições. Por exemplo, na crise do hospital como meio de confinamento, a setorização, os hospitais-dia, o atendimento a domicílio puderam marcar de início novas liberdades, mas também passaram a integrar mecanismos de controle que rivalizam com os mais duros confinamentos. Não cabe temer ou esperar, mas buscar novas armas.


II. Lógica

Os diferentes internatos ou meios de confinamento pelos quais passa o indivíduo são variáveis independentes: supõe-se que a cada vez ele recomece do zero, e a linguagem comum a todos esses meios existe, mas é analógica. Ao passo que os diferentes modos de controle, os controlatos, são variações inseparáveis, formando um sistema de geometria variável cuja linguagem é numérica (o que não quer dizer necessariamente binária). Os confinamentos são moldes, distintas moldagens, mas os controles são uma modulação, como uma moldagem auto-deformante que mudasse continuamente, a cada instante, ou como uma peneira cujas malhas mudassem de um ponto a outro. Isto se vê claramente na questão dos salários: a fábrica era um corpo que levava suas forças internas a um ponto de equilíbrio, o mais alto possível para a produção, o mais baixo possível para os salários; mas numa sociedade de controle a empresa substituiu a fábrica, e a empresa é uma alma, um gás. Sem dúvida a fábrica já conhecia o sistema de prêmios mas a empresa se esforça mais profundamente em impor uma modulação para cada salário, num estado de perpétua metaestabilidade, que passa por desafios, concursos e colóquios extremamente cômicos. Se os jogos de televisão mais idiotas têm tanto sucesso é porque exprimem adequadamente a situação de empresa. A fábrica constituía os indivíduos em um só corpo, para a dupla vantagem do patronato que vigiava cada elemento na massa, e dos sindicatos que mobilizavam uma massa de resistência; mas a empresa introduz o tempo todo uma rivalidade inexpiável como sã emulação, excelente motivação que contrapõe os indivíduos entre si e atravessa cada um, dividindo-o em si mesmo. O princípio modulador do “salário por mérito” tenta a própria Educação nacional: com efeito, assim como a empresa substitui a fábrica, a formação permanente tende a substituir a escola, e o controle contínuo substitui o exame. Este é o meio mais garantido de entregar a escola à empresa.

Nas sociedades de disciplina não se parava de recomeçar (da escola à caserna, da caserna à fábrica), enquanto nas sociedades de controle nunca se termina nada, a empresa, a formação, o serviço sendo os estados metaestáveis e coexistentes de uma mesma modulação, como que de um deformador universal. Kafka, que já se instalava no cruzamento dos dois tipos de sociedade, descreveu em O processo as formas jurídicas mais temíveis: a quitação aparente das sociedades disciplinares (entre dois confinamentos), a moratória ilimitada das sociedades de controle (em variação contínua) são dois modos de vida jurídicos muito diferentes, e se nosso direito, ele mesmo em crise, hesita entre ambos, é porque saímos de um para entrar no outro. As sociedades disciplinares têm dois pólos: a assinatura que indica o indivíduo, e o número de matrícula que indica sua posição numa massa. É que as disciplinas nunca viram incompatibilidade entre os dois, e é ao mesmo tempo que o poder é massificante e individuante, isto é, constitui num corpo único aqueles sobre os quais se exerce, e molda a individualidade de cada membro do corpo (Foucault via a origem desse duplo cuidado no poder pastoral do sacerdote - o rebanho e cada um dos animais - mas o poder civil, por sua vez, iria converter-se em “pastor” laico por outros meios). Nas sociedades de controle, ao contrário, o essencial não é mais uma assinatura e nem um número, mas uma cifra: a cifra é uma senha, ao passo que as sociedades disciplinares são reguladas por palavras de ordem (tanto do ponto de vista da integração quanto da resistência). A linguagem numérica do controle é feita de cifras, que marcam o acesso à informação, ou a rejeição. Não se está mais diante do par massa-indivíduo. Os indivíduos tornaram-se “dividuais”, divisíveis, e as massas tornaram-se amostras, dados, mercados ou “bancos”. É o dinheiro que talvez melhor exprima a distinção entre as duas sociedades, visto que a disciplina sempre se referiu a moedas cunhadas em ouro - que servia de medida padrão -, ao passo que o controle remete a trocas flutuantes, modulações que fazem intervir como cifra uma percentagem de diferentes amostras de moeda. A velha toupeira monetária é o animal dos meios de confinamento, mas a serpente o é das sociedades de controle. Passamos de um animal a outro, da toupeira à serpente, no regime em que vivemos, mas também na nossa maneira de viver e nas nossas relações com outrem. O homem da disciplina era um produtor descontínuo de energia, mas o homem do controle é antes ondulatório, funcionando em órbita, num feixe contínuo. Por toda parte o surf já substituiu os antigos esportes.

É fácil fazer corresponder a cada sociedade certos tipos de máquina, não porque as máquinas sejam determinantes, mas porque elas exprimem as formas sociais capazes de lhes darem nascimento e utilizá-las. As antigas sociedades de soberania manejavam máquinas simples, alavancas, roldanas, relógios; mas as sociedades disciplinares recentes tinham por equipamento máquinas energéticas, com o perigo passivo da entropia e o perigo ativo da sabotagem; as sociedades de controle operam por máquinas de uma terceira espécie, máquinas de informática e computadores, cujo perigo passivo é a interferência, e o ativo a pirataria e a introdução de vírus. Não é uma evolução tecnológica sem ser, mais profundamente, uma mutação do capitalismo. É uma mutação já bem conhecida que pode ser resumida assim: o capitalismo do século XIX é de concentração, para a produção, e de propriedade. Por conseguinte, erige a fábrica como meio de confinamento, o capitalista sendo o proprietário dos meios de produção, mas também eventualmente proprietário de outros espaços concebidos por analogia (a casa familiar do operário, a escola). Quanto ao mercado, é conquistado ora por especialização, ora por colonização, ora por redução dos custos de produção. Mas atualmente o capitalismo não é mais dirigido para a produção, relegada com frequência à periferia do Terceiro Mundo, mesmo sob as formas complexas do têxtil, da metalurgia ou do petróleo. É um capitalismo de sobre-produção. Não compra mais matéria-prima e já não vende produtos acabados: compra produtos acabados, ou monta peças destacadas. O que ele quer vender são serviços, e o que quer comprar são ações. Já não é um capitalismo dirigido para a produção, mas para o produto, isto é, para a venda ou para o mercado. Por isso ele é essencialmente dispersivo, e a fábrica cedeu lugar à empresa. A família, a escola, o exército, a fábrica não são mais espaços analógicos distintos que convergem para um proprietário, Estado ou potência privada, mas são agora figuras cifradas, deformáveis e transformáveis, de uma mesma empresa que só tem gerentes. Até a arte abandonou os espaços fechados para entrar nos circuitos abertos do banco. As conquistas de mercado se fazem por tomada de controle e não mais por formação de disciplina, por fixação de cotações mais do que por redução de custos, por transformação do produto mais do que por especialização da produção. A corrupção ganha aí uma nova potência. O serviço de vendas tornou-se o centro ou a “alma” da empresa. Informam-nos que as empresas têm uma alma, o que é efetivamente a notícia mais terrificante do mundo. O marketing é agora o instrumento de controle social, e forma a raça impudente dos nossos senhores. O controle é de curto prazo e de rotação rápida, mas também contínuo e ilimitado, ao passo que a disciplina era de longa duração, infinita e descontínua. O homem não é mais o homem confinado, mas o homem endividado. É verdade que o capitalismo manteve como constante a extrema miséria de três quartos da humanidade, pobres demais para a dívida, numerosos demais para o confinamento: o controle não só terá que enfrentar a dissipação das fronteiras, mas também a explosão dos guetos e favelas.


III. Programa

Não há necessidade de ficção científica para se conceber um mecanismo de controle que dê, a cada instante, a posição de um elemento em espaço aberto, animal numa reserva, homem numa empresa (coleira eletrônica). Félix Guattari imaginou uma cidade onde cada um pudesse deixar seu apartamento, sua rua, seu bairro, graças a um cartão eletrônico (dividual) que abriria as barreiras; mas o cartão poderia também ser recusado em tal dia, ou entre tal e tal hora; o que conta não é a barreira, mas o computador que detecta a posição de cada um, lícita ou ilícita, e opera uma modulação universal.

O estudo sócio-técnico dos mecanismos de controle, apreendidos em sua aurora, deveria ser categorial e descrever o que já está em vias de ser implantado no lugar dos meios de confinamento disciplinares, cuja crise todo mundo anuncia. Pode ser que meios antigos, tomados de empréstimo às antigas sociedades de soberania, retornem à cena, mas devidamente adaptados. O que conta é que estamos no início de alguma coisa. No regime das prisões: a busca de penas “substitutivas”, ao menos para a pequena delinqüência, e a utilização de coleiras eletrônicas que obrigam o condenado a ficar em casa em certas horas. No regime das escolas: as formas de controle contínuo, avaliação contínua, e a ação da formação permanente sobre a escola, o abandono correspondente de qualquer pesquisa na Universidade, a introdução da “empresa” em todos os níveis de escolaridade. No regime dos hospitais: a nova medicina “sem médico nem doente”, que resgata doentes potenciais e sujeitos a risco, o que de modo algum demonstra um progresso em direção à individuação, como se diz, mas substitui o corpo individual ou numérico pela cifra de uma matéria “dividual” a ser controlada. No regime da empresa: as novas maneiras de tratar o dinheiro, os produtos e os homens, que já não passam pela antiga forma-fábrica. São exemplos frágeis, mas que permitiriam compreender melhor o que se entende por crise das instituições, isto é, a implantação progressiva e dispersa de um novo regime de dominação. Uma das questões mais importantes diria respeito à inaptidão dos sindicatos: ligados, por toda sua história, à luta contra disciplinas ou nos meios de confinamento, conseguirão adaptar-se ou cederão o lugar a novas formas de resistência contra as sociedades de controle? Será que já se pode apreender esboços dessas formas por vir, capazes de combater as alegrias do marketing? Muitos jovens pedem estranhamente para serem “motivados”, e solicitam novos estágios e formação permanente; cabe a eles descobrir a que estão sendo levados a servir, assim como seus antecessores descobriram, não sem dor, a finalidade das disciplinas. Os anéis de uma serpente são ainda mais complicados que os buracos de uma toupeira.



Gilles Deleuze
Conversações: 1972-1990. Rio de Janeiro, Editora 34, 1992, p. 219-226. Tradução de Peter Pál Pelbart. Texto original "Post-scriptum sur les sociétés de contrôle" escrito para L'autre journal, nro 1, maio de 1990, e publicado em Pourparlers, Les éditions de Minuit, 1990, pp. 240-247.

28 de dezembro de 2007

Sundance 2008
A programação do Festival de filmes Sundance 2008, que começa no próximo dia 17 em Salt Lake City, Utah, como sempre previlegia o cinema independente americano e as co-produções internacionais. O instituto Sundance, capitaneado pelo ator e diretor Robert Redford, financia co-produções e organiza workshops anualmente onde ajuda a desenvolver roteiros com produtores e diretores independentes de outros países, como foi o caso do cineasta brasileiro Walter Salles e do cineasta mexicano Guillermo Iñarritu. O filme de abertura do festival é In Bruges do irlandês Martin McDonagh com Colin Farrell e Brendan Gleeson (foto acima) no elenco.

Os cineastas brasileiros Juliana Rojas e Marco Dutra estão entre os 12 selecionados na categoria novos projetos de diretores estreantes, com o filme Trabalhar Cansa. Entre outros, concorrem Radu Jude (Romênia), Paz Fabrega (Costa Rica), Braden King (EUA) e Akira Ichinose (Japão). Quatro vencedores serão anunciados em janeiro.
Baixe aqui o catálogo do Festival (inglês) em pdf com a lista completa dos filmes selecionados.

Curta brasileiro vence concurso no Youtube
O brasileiro "Laços" foi o vencedor do concurso internacional de curtas do YouTube, o Project Direct. O filme de Flávia Lacerda terá sessão especial no Festival de Sundance, em janeiro, e seus produtores ganharão US$ 5.000. Clarice, 18, protagonista do curta, filha de Adriana e João Falcão, que cantou na trilha de "Lisbela", também compôs música do vídeo "Laços". A exibição em Sundance faz parte do prêmio. A história da menina que conhece um rapaz bizarro após a morte do pai superou ao menos 19 produções de outros cinco países que estavam na final, mais dezenas que não chegaram perto. O vídeo custou pouco mais de R$ 2.000, rendeu US$ 5.000 e deu a Clarice aquela espécie de reconhecimento imediato que a internet permite. Até a noite da última quinta-feira, sua atuação tinha sido vista 800 mil vezes. Os outros ganhadores foram "Gone in a flash" de Jacob Lewis "My name is Lisa" de Ben Shelton.

Assista o ótimo "Laços" abaixo:




Associação Cultural leva o cinema brasileiro para o Canadá
A Associação Cultural Jangada, responsável pelo Festival de Cinema Brasileiro em Paris, que completará dez anos em 2008, levou a produção brasileira também para o Canadá. Na sexta-feira, dia 14 de dezembro, teve início o Festival du Film Brésilien de Montreal, evento que exibiu 11 títulos, entre ficção e documentários da recente safra brasileira, além de uma mostra com curtas-metragens de animação. Este é o segundo evento do gênero organizado pela Jangada que realizou em Toronto o Brazil Film Fest, lotando a platéia do Royal Ontario Museum. Na programação do festival, “Mulheres do Brasil” (Malu De Martino); “A Máquina” (João Falcão); “Antônia” (Tata Amaral); “O Cheiro do Ralo” (Heitor Dhalia); “Cartola, Música para os Olhos” (Lírio Ferreira e Hilton Lacerda); “Faixa de Areia” (Daniela Kallmann e Flávia Lins e Silva) e “Bendito Fruto” (Sérgio Goldenberg). O Festival du Film Brésilien acontece até 20 de dezembro. Mais informações pelo www.brazilfilmfest.net. Fonte: JB

APCA anuncia vencedores em 9 categorias
A APCA (Associação Paulista dos Críticos de Artes) anunciou os melhores de 2007 nas categorias: artes visuais, cinema, dança, literatura, música popular, rádio, teatro, teatro infantil e televisão. A cerimônia de entrega dos prêmios será em 25 de março. "Jogo de Cena", de Eduardo Coutinho, foi eleito melhor filme; José Padilha, melhor diretor. A exposição "Cinéticos" levou o Grande Prêmio da Crítica em artes plásticas. "O Filho Eterno", de Cristóvão Tezza, ganhou como livro de ficção; "My Fair Lady", espetáculo; e "Paraíso Tropical", novela. Confira aqui a lista completa dos vencedores.
Fonte: Folha de São Paulo



"Tropa de Elite" compete em Berlin e produtor afirma que pirataria ajudou o filme, que também bate recorde de downloads na net

O filme de José Padilha, maior bilheteria do cinema brasileiro este ano, estará entre os 23 que vão disputar a 58.ª edição do evento que acontece em fevereiro. “Tropa de Elite” fará sua estréia internacional no festival, um dos mais importantes do gênero. O brasileiro irá disputar com diretores de várias partes do mundo, como China, México e Alemanha. O filme "Maré, nossa história de amor" (2007) (foto abaixo), da diretora Lúcia Murat, será exibido na sessão Panorama do Festival de Cinema de Berlim, que também apresentará a estréia de Madonna na direção de "Filth and Wisdom" (2008). Além dessas produções, também serão exibidos os filmes espanhóis "Escalofrío" (2008), de Isidro Ortiz, e "Tres días" (2008), de Javier Gutiérrez.

Abrindo o jogo sobre a lógica do negócio de produzir cinema na América Latina, o empresário argentino Eduardo Costantini Jr., que participou da produção do filme "Tropa de Elite", admite que a pirataria do DVD do filme no Brasil teve impactos positivos para o sucesso da produção. Costantini disse que terá lucro com o filme brasileiro. Ele informou ter colocado US$ 2 milhões na produção e espera um retorno de 50% em dois anos, com a carreira internacional da película. A estratégia está traçada: entre o festival norte-americano de Sundance e o de Berlim, na Alemanha, os distribuidores escolheram o segundo. As perspectivas de venda do filme para o mercado europeu são muito grandes, na avaliação do empresário. Ele citou países como França, Itália e Inglaterra em que o filme estrearia em fevereiro.
Fonte: G1/Estadao


Brasil está fora da disputa pelo Globo de Ouro
O Brasil está de fora da disputa pelo Globo de Ouro. Foi divulgada na semana passada a lista dos indicados para a categoria de melhor filme em língua estrangeira. Os candidatos são o romeno que foi Palma de Ouro em Cannes, "4 meses, 3 semanas e 2 dias", de Cristian Mungiu; o polêmico "O Caçador de Pipas", de Marc Forster, de produção americana; o francês "O Escafandro e a Borboleta", de Julian Schnabel; o vencedor do Festival de Veneza, o taiwanês "Lust, Caution", de Ang Lee; e a excelente animação francesa "Persépolis", de Vincent Paronnaud e Marjane Satrapi. "A Casa de Alice", de Chico Teixeira, "Deserto Feliz", de Paulo Caldas, e "O Ano em que meus Pais Saíram de Férias", de Cao Hamburger, haviam sido pré-selecionados para a competição mas não ficaram entre os finalistas.
Fonte: O Globo


Vladimir Carvalho recupera em documentário a trajetória de José Lins do Rego
Cinquenta anos após a morte de José Lins do Rego (1901-1957), o cineasta Vladimir Carvalho (à esquerda na foto com equipe) reconstitui a vida e a personalidade do escritor paraibano no documentário “O Engenho de Zé Lins”. O filme entrou em cartaz em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília na sexta-feira, dia 14 de dezembro. Duplamente premiado no Festival de Brasília 2006 - melhor montagem e prêmio especial do júri -, o filme refaz de maneira apaixonada e original a trajetória do autor. Amigos escritores entrevistados revelam aspectos mais alegres e pitorescos do escritor. Um dos pontos altos está no testemunho da escritora Rachel de Queiroz, que morreu durante a produção do filme, em 2003. Mais emocionado é o longo depoimento do poeta Thiago de Mello. Ele relembra os últimos anos de Lins, quando sofria muito com os efeitos da esquistossomose, o que acarretava hemorragias constantes e grande sofrimento. Há também imagens do antigo engenho pertencente à família Lins do Rego, local hoje em ruínas e ocupado por famílias de sem-terra.
Fonte: JB


Ministério da Cultura publica sete editais
O Ministério da Cultura publicou sete editais de fomento à produção audiovisual. As inscrições para os editais, que destinam R$ 9,8 milhões, podem ser feitas até o dia 29 de fevereiro de 2008. Os editais são para série de animação para TV (dez projetos com valor de R$ 30mil); curta-metragem, infanto-juvenil (20 projetos com valor de até R$ 60 mil); curta-metragem, gênero animação (dez projetos com o valor de até R$ 60 mil); curta-metragem, projeto social (20 projetos com valor de até R$ 30 mil); curta-metragem (20 projetos com valor de até R$ 80 mil); roteiros cinematográficos (dez projetos com valor de R$50 mil); e longa-metragem (cinco projetos com valor de até R$ 1 milhão). Mais informações estão disponíveis no site www.cultura.gov.br
Fonte: Tela Viva

8 de outubro de 2007

Rãs e Batuques: cineasta americano Jason Kohn Manda Bala na alegorização da violência no Brasil

A primeira impressão que temos após assistir o filme Manda Bala (Send a Bullet) é de que foi realizado por um estrangeiro. No entanto, Jason Kohn (foto ao lado), 28 anos, apesar de se considerar como um judeu Nova Iorquino, é filho de brasileira com argentino, este último morador de São Paulo há mais de sete anos. Falar português, ele não fala, preferiu dar esta entrevista em inglês, apesar de compreender um pouco a língua natal de sua mãe. Manda Bala é seu primeiro filme e levou cinco anos para ser concluído. Antes ele havia trabalhado com o famoso documentarista americano Errol Morris (The Thin Blue Line) conhecido por ter adotado certas técnicas da narrativa ficcional no documentário, tornando-o assim tão atraente e enigmático quanto um filme de entretenimento. Aliás, este um dos objetivos de Manda Bala, admitiu o diretor numa conversa com a platéia após a exibição de seu filme nos Estados Unidos.

Mas, o que incomoda em Manda Bala é o seu tom irônico e a sua abundância de clichês sobre a terra brasilis e suas contradições. Na visão de Kohn, todos os males sociais brasileiros são facilmente explicados, e ele mostra o porquê de tanta violência urbana e segregação social: a corrupção política, que se tornou parte da cultura local. Um problema, segundo ele, negligenciado pelo povo e por uma sociedade injusta e mal discutido na mídia e no cinema nacional.

E, como a corrupção integra a cultura brasileira, a “culpa” é de toda a nação e não somente dos políticos e governantes. Nesta roleta russa ninguém escapa na visão do diretor e tudo pode se tornar alvo à ironia e ao sarcasmo. A alegoria no filme vem através da música, principalmente sambas-exaltação e batucadas à la Jorge Ben dos anos 60 e 70, que em descompasso com as imagens gera um segundo discurso. Este muitas vezes é ainda mais provocador e crítico sobre os fatos narrados.

Tudo é potencializado por um “tom” que o próprio diretor me definiu como “impressionista”. Para tal Kohn utiliza uma imagem ímpar de um escândalo envolvendo o senador Jader Barbalho: um ranário. A criação de rãs se torna ponto de referência e análise da situação brasileira. Como um país miserável e atrasado como o Brasil, pode se tornar num dos maiores exportadores de rãs do mundo? Um animal sui generis, que se transforma prato exótico nos restaurantes do primeiro mundo e, que é capaz de comer a própria espécie na falta de alimentação. De um escândalo à outro, ou de uma contradição à outra, o diretor remete à exploração política à pobreza das periferias e à geração de uma das maiores indústrias de seqüestros do mundo. Que por sua vez, gera um dos mais renomados cirurgiões plásticos, especializado em reconstituição de orelhas. Um órgão comumente alvo da violência dos seqüestradores nos pedidos de resgate junto aos familiares das vítimas.

Assim, tudo se torna muito simples e compreensível nas argumentações do filme de Kohn, como um efeito de causa e conseqüência. Não existe nenhum tipo de questionamento e reflexão sociológica, antropológica ou filosófica sobre a situação brasileira mas sim um raciocínio pragmático e cartesiano. Kohn entrevistou uma série de personagens da sociedade brasileira: um executivo de São Paulo, usando pseudônimo e completamente disfarçado, que admite ter colocado dois chips rastreadores de duas companhias de seguro diferentes em seu corpo e ter gasto na blindagem de seu carro de esporte de alto luxo um terço do valor do mesmo; um seqüestrador da periferia paulistana que admite ter seqüestrado, mutilado e matado um sem número de pessoas e que se responsabiliza pela segurança e bem-estar dos moradores da favela; um cirurgião plástico ao lado de sua piscina; uma carioca que conta os horrores de seu seqüestro e a reconstrução de sua orelha; um criador de rãs; um policial da equipe anti-seqüestro; o advogado geral da República e ainda Jader Barbalho que fala de sua dedicação ao povo paraense.

Todas as entrevistas tem uma particularidade, a maioria dos entrevistados aparecem sempre ao lado de seus respectivos tradutores (veja foto ao lado), já que o diretor conduz as entrevistas atrás da câmera em inglês. Esta técnica, segundo o diretor, tem a principal função de evitar as legendas para o público americano, já que ao invés de ouvir apenas em português, eles podem facilmente entender as respostas diretamente traduzidas para o inglês. No entanto, ele substitui em muitos momentos a voz dos entrevistados pela voz dos tradutores o que aumenta ainda mais o distanciamento e desengajamento do filme com o assunto tratado.

No filme não faltam ainda imagens contundes e fortes de revirar o estômago de qualquer mortal, como uma orelha sendo decepada por um seqüestrador, vítimas sendo torturadas em cativeiros, rãs engolindo umas às outras, cirurgião reconstruindo uma orelha. E o que é mais impressionante são as crianças pobres nas ruas do bairro Jaderlândia da periferia de Belém, que se divertem imitando seqüestradores cortando as orelhas de seus seqüestrados. Ironia do destino ou pura coincidência “jornalística” do momento presente? Nada disso, Kohn admite ter pedido às crianças para fazer a mímica da violência.

O filme ganhou dois prêmios num dos festivais mais conceituados do cinema independente, o Sundance, organizado pelo ator Robert Redford: grande prêmio do júri e melhor fotografia (cineasta paranaense Heloísa Passos). Atualmente está em cartaz em algumas salas americanas e participa de vários festivais de cinema como Roma e Vancouver.
No início do filme a primeira imagem é de uma cartela dizendo que o filme não pode ser visto no Brasil. O espectador se prepara para o pior e pode se perguntar: “Que país anti-democrático é este onde a censura ainda persiste?” Nas explicações do diretor, o filme recebeu ameaças de processo na justiça por parte de um dos entrevistados (que o diretor não quer revelar o nome) caso este seja apresentado em solo brasileiro e os produtores não tem dinheiro para arcar com os custos de uma possível defesa judicial. Alegação impressionante visto a qualidade técnica empregada na produção, onde inclusive cada entrevistado tem ao seu dispor um tradutor diferente.

Ao término da projeção do filme, o espectador pode se perguntar: “Afinal quem poderia censurar este filme e com que argumento, já que todas as entrevistas foram concedidas de comum acordo, mesmo a do senador Barbalho, que aliás este não revela absolutamente nada a não ser dos seus benfeitos políticos?” A maioria das imagens e informações sobre os escândalos envolvendo o senador apresentadas no filme de Kohn foram extraídas de jornais e televisões brasileiras. Ou Manda Bala é oportunista ou falta com a “ética-social”, aquela do tato e do cuidado ao lidar com temas polêmicos e delicados de uma sociedade estrangeira. Aliás, um cuidado que todo documentarista deve ter quando mira sua câmera para uma realidade qualquer.

Hudson Moura

Manda Bala (Send a Bullet) (EUA, 2007)
Dir. Jason Kohn

7 de outubro de 2007

YouTube cria concurso internacional de curtas
O portal de vídeos YouTube, do Google, vai organizar um concurso internacional de curtas-metragens. Entre 7 de outubro até 9 de novembro, usuários do Brasil, Canadá, Espanha, Estados Unidos, França, Itália e Reino Unido poderão enviar seus vídeos originais de ficção, entre 2 e 7 minutos de duração e falados em inglês ou legendados. Os participantes devem ser maiores de idade e morar legalmente em algum destes países. Um júri presidido pelo diretor Jason Reitman, de "Obrigado por Fumar", e um grupo de especialistas serão encarregados de escolher 20 finalistas entre todos os trabalhos recebidos. Uma vez escolhidos, todos os usuários da comunidade YouTube poderão votar no curta-metragem que preferirem de 23 de novembro até 2 de dezembro.
Fonte: Folha Online

Movimento pede cassação de canais de TV
A ONG Intervozes está liderando um movimento, em conjunto com a UNE, MST e CUT denominado "Campanha por Democracia e Transparência nas Concessões". O grupo vai entrar com ação civil pública na Justiça Federal pedindo a cassação da Mix TV (canal 16 de São Paulo) e do Shop Tour (canal 46/Osasco). O movimento argumenta que esses dois canais, de televendas, extrapolam o limite de 25% de publicidade e não cumprem os princípios constitucionais de que a programação deve ter finalidade educativa, artística, cultural e informativa. Nos próximos dias, outra ação irá pedir a cassação das concessões tipo TVA, outorgadas nos anos 80 para exploração de TV paga. O argumento é que o serviço não existe mais.
Fonte: Folha de São Paulo

Turner conclui aquisição de canais em português e em espanhol
A Turner Broadcasting System, subsidiária do grupo Time Warner, concluiu nesta quinta-feira, 04, a aquisição de sete canais de TV por assinatura da Claxson, empresa que distribui conteúdo em português e em espanhol para diversos países. O negócio foi fechado no final de 2006 a um valor aproximado de US$ 234 milhões. Os canais vendidos foram: Fashion TV, HTV, Infinito, I.Sat, MuchMusic, Retro e Space, que são veiculados em diferentes países da América Latina. Eles passarão a ser operados pela TBS Latin América, presidida por Juan Carlos Urdaneta.
Fonte: Meio&Mensagem Online

Festival do Minuto prorroga inscrições
As inscrições para o primeiro tema do Festival do Minuto foram prorrogadas para 10 de outubro. Até esta data, o festival recebe vídeos com o tema “Tempo Livre”. As produções devem ter até 60 segundos, incluindo os créditos, e poderão ser realizadas em qualquer tipo de equipamento que produza imagens em movimento. Os três melhores vídeos ganharão R$ 1 mil cada. Os vencedores serão anunciados no dia 16 de outubro, no próprio site do Festival. Até o fim do ano serão R$ 40 mil concedidos em prêmios.
Fonte: Tela Viva News

Discursos pró-periferia marcam premiação do Festival do Rio
A 9ª edição do Festival do Rio terminou na quinta-feira (04/10) com o longa "Mutum", de Sandra Kogut, eleito o melhor filme de ficção pelo júri oficial. O conjunto da premiação consagrou, no entanto, o longa curitibano do diretor estreante Marcos Jorge "Estômago". Foi o melhor filme segundo o júri popular e recebeu ainda os troféus de diretor, ator (João Miguel) e o prêmio especial do júri ao ator Babu Santana. O troféu Redentor de melhor filme segundo o júri popular foi entregue pelo ator norte-americano Danny Glover, que, antes de anunciar o vencedor, afirmou ter visitado a comunidade do Vidigal, onde conheceu o trabalho do Nós do Morro. A melhor atriz foi Carla Ribas, por "A Casa de Alice", de Chico Teixeira. Na categoria documentário, foram premiados "Condor", de Roberto Mader (melhor filme segundo o júri oficial), e "Memória para Uso Diário", de Beth Formaggini (eleito pelo voto popular). Cao Guimarães foi escolhido melhor diretor, por "Andarilho". A fusão entre morro e asfalto na produção e na linguagem cinematográfica foi a tônica dos discursos realizados na noite de encerramento do Festival do Rio na quinta-feira (04/10). Filmes como "Maré -Nossa História de Amor", de Lúcia Murat, "Sete Minutos", de Cavi Borges e "Picolé, Pintinho e Pipa", de Gustavo Melo se destacaram na programação do festival, conquistaram prêmios e trouxeram inovações não só estéticas mas na forma de produção. "Sete Minutos", por exemplo, reúne a Cavi, locadora-produtora-agitadora cultural do Humaitá e o Nós do Morro, do Vidigal. Em discurso no Cine Palácio, Gustavo Melo disse: "Se não podemos estar lado a lado na vida real, pelo menos na arte caminhemos juntos". O tema da pirataria audiovisual, que ocupou a noite de abertura do Festival do Rio, no último dia 20, quando a atração exibida foi "Tropa de Elite", de José Padilha, voltou a ser citado no encerramento. A produtora Paula Lavigne, que recebeu o primeiro troféu da noite pelo comercial de uma marca de cerveja inserido em "Ó, Pai, Ó", de Monique Gardenberg, "vendeu seu peixe" dizendo que o merchandising é a melhor opção das marcas se projetarem mesmo num filme que seja pirateado.
Fonte: Folha de São Paulo

Mostra de cinema de São Paulo terá mais de 400 filmes
Os mais novos filmes dos irmãos Coen, Godard e David Lynch são destaques da programação da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. O evento contará também com "O Passado", filme do diretor Hector Babenco que abre a 31ª edição do festival. O diretor argentino também é o autor do cartaz do festival. O diretor inovou ao trocar os desenhos dos últimos anos por uma foto, onde ele mesmo posa para a câmera. O público terá acesso a uma seleção com mais de 400 filmes, entre longas, médias e curta-metragens durante duas semanas. Os títulos de diretores que apresentam seus primeiros ou segundos filmes no evento disputarão o troféu Bandeira Paulista, prêmio entregue pelo júri oficial da Mostra. De Cannes, virá o vencedor da Palma de Ouro “4 meses, 3 semanas e 2 dias”, do romeno Cristian Mungiu. De Veneza, o ganhador do Leão de Ouro "Lust, Caution", de Ang Lee, o Leão de prata, "Redacted", de Brian De Palma, e os filmes que deram os prêmios de melhor ator para Brad Pitt (“O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford”) e Cate Blanchett (“I’m Not There”, inspirado em Bob Dylan).
Fonte: G1

Beto Brant abre festival de cinema brasileiro em Londres
Com a projeção do longa "Crime Delicado", de Beto Brant, começa em Londres o festival "Cinema do Brasil, a Literatura nos Filmes", que exibirá até 11 de outubro títulos brasileiros inéditos no Reino Unido. Com obras que datam de 1960 até agora, a mostra pretende destacar a conexão entre a literatura e o cinema brasileiro. Por esse motivo, todos os filmes selecionados para o festival, organizado pelo Barbican Centre de Londres, são baseados em romances e poesias da literatura brasileira. Além do aplaudido "Crime Delicado", serão exibidos "Fica Comigo Esta Noite" e "A Máquina", ambos do diretor João Falcão, e "Raízes do Brasil", do pai do Cinema Novo brasileiro, Nelson Pereira dos Santos, um dos maiores símbolos da sétima arte no Brasil na década de 1960. Promovido pela brasileira Adriana Rouanet, o festival exibirá ainda "Macunaíma", "Lavoura arcaica", "Deus é Brasileiro", "A Hora da Estrela", "Memórias Póstumas", "Achados e Perdidos", "Os Inconfidentes" e "Olga".
Fonte: G1

1 de outubro de 2007

Governo inicia renovação de concessões dos canais de TV. Será que as Tvs brasileiras respondem as exigências legais de promover a educação no país?
O governo federal está começando o processo de renovação das concessões que vencem no próximo dia 5. São as mais importantes da TV brasileira, dentre elas as da Globo em São Paulo, Rio, Brasília, Belo Horizonte e Recife e as da Band, Record, Gazeta e Cultura em São Paulo. Segundo a secretária nacional de Comunicação Eletrônica, Beatriz Silva de Campos Abreu, todas as emissoras já pediram a renovação, e a Anatel está atualmente vistoriando as instalações, enquanto o Ministério das Comunicações checa as certidões apresentadas. O próximo passo será a elaboração de um "informe" da secretaria para a consultoria jurídica do ministério. A consultoria fará um parecer e emitirá minuta de decreto presidencial, com exposição de motivos.
Fonte: Folha de São Paulo

IETV premiará trabalhos acadêmicos sobre televisão
Até 30 de outubro estão abertas as inscrições para a 1ª edição do Prêmio IETV de Pesquisa sobre Televisão. Uma iniciativa do Instituto de Estudos de Televisão, o prêmio terá como tema "O Desafio da Construção de Conteúdo Original para a Televisão Digital". Podem participar trabalhos finais de cursos de graduação e pós-graduação produzidos entre 2006 e 2007. A premiação é dividida em três faixas: R$ 4 mil para tese de doutorado, R$ 2 mil para tese de mestrado e R$ 1 mil para monografia de conclusão de curso.
Fonte: Tela Viva News


Diretor quer levar "Notícias do Planalto" à TV
O diretor Bruno Barreto pretende levar à TV a história do presidente Fernando Collor de Mello (1990-92) e do impeachment que o afastou do poder. Seria uma adaptação do livro "Notícias do Planalto", do jornalista Mario Sergio Conti. Barreto planeja produzir uma saga sobre a história recente do país, com enfoque na ascensão e queda na família Collor de Mello. Por isso, ele imagina um seriado para a TV com seis horas de duração. Antes de começar um novo projeto, contudo, Barreto planeja o lançamento de "174". Ele pretende que o filme concorra ao Urso de Ouro no Festival de Berlim, em fevereiro de 2008.
Fonte: Folha de São Paulo


TV Brasil via rede Ipê
A TV Brasil – Canal Integración pode ser assistida pela internet. Desde o dia 17 é possível acompanhar ao vivo a programação do canal pela rede Ipê, infra-estrutura de alta velocidade de transmissão operada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). A iniciativa é resultado de parceria entre a RNP e a Radiobrás. A TV Brasil surgiu do interesse conjunto dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário de criar serviços televisivos destinados ao exterior, com o intuito de estimular o intercâmbio cultural entre os países da América do Sul. Trata-se do primeiro canal público brasileiro com alcance internacional. Para captar o sinal da TV Brasil e viabilizar a transmissão pela rede foi instalada uma antena no alto do prédio da RNP, em Brasília. Esse sinal passa por um processo de digitalização e codificação para ser transmitido pela internet em tempo real. O codificador está hospedado no Internet Data Center da RNP. O sinal da TV Brasil também pode ser captado por cabo, parabólica ou satélite.
TV Brasil: http://gtvd.rnp.br/d-webtv.jsp?id=TV_Brasil
Mais informações: www.tvbrasil.tv.br
Fonte: Fapesp

USP lança canais de vídeos sobre IP abertos ao público
A Coordenadoria da Tecnologia da Informação (CTI) da Universidade de São Paulo lançou na quarta-feira (19/09) a IPTV USP, rede de transmissão de vídeo que utilizará a infra-estrutura da internet para transmitir diariamente conteúdo produzido pela universidade ao público em geral. Com isso, a USP torna-se a primeira universidade da América Latina a desenvolver o sistema, já utilizado em instituições estrangeiras como o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e a Universidade de Madison, nos Estados Unidos. A IPTV USP funcionará como uma biblioteca virtual, com vídeos sob-demanda ao vivo e pré-agendados.
Fonte: Tela Viva News


"Ícones do brega" ganham documentários
Waldick Soriano, Rita Cadillac e Elke Maravilha, figuras consideradas "ícones do brega" ganham documentários sobre sua vida e obra em momento parecido e têm a chance de se tornarem "cults". A atriz Patrícia Pillar está em fase de edição com seu média-metragem sobre Waldick Soriano, com previsão de estréia para o início de 2008. A diretora foi além do clássico "Eu não sou cachorro não" e se encantou ao ouvir outros hits de Waldick Soriano, como "Tortura de Amor", "Dama de Vermelho" e "Você Mudou Demais". Já Elke Maravilha e Rita Cadillac vão ver suas histórias mais cedo no cinema. "Elke", de Julia Rezende, e "Rita Cadillac – a Lady do Povo", de Toni Venturi, estréiam no Festival do Rio, que acontece a partir do dia 20 de setembro. O documentário sobre Elke Maravilha é curta de 14 minutos, fruto da edição de 14 horas de conversa. E o documentário sobre Rita Cadillac foi um dos aprovados pelo programa “Documenta Brasil”, do Ministério da Cultura.
Fonte: G1


Marisa filma Velha Guarda
A cantora vem preparando um documentário há oito anos sobre a Portela e a Velha Guarda da escola. Desde a produção do CD "Tudo Azul", em 1999, Marisa vem estreitando laços com Monarco, Tia Surica, entre outros ilustres da Velha Guarda. A cantora é co-produtora, ao lado da Conspiração Filmes, co-roteirista, personagem constante e até captadora de recursos. Nesta semana, foi filmada a maior cena produzida especialmente para o documentário: uma roda de samba estilizada na Portelinha (antiga sede da escola de samba e atual sede da Velha Guarda, em Oswaldo Cruz, zona norte do Rio) com a participação de Marisa e Zeca Pagodinho. Foi a chance de a cantora interpretar, ao lado dos antigos portelenses, "Volta", música de Manacéa (1921-1995) até hoje inédita. Uma preocupação que tem sido constante da cantora é a preservação de obras como essa. Desde 1999, Marisa vem pedindo licença para vasculhar arquivos de sambistas mortos e ter acesso a cadernos e fitas dos que estão na ativa. Assim nasceu o CD de Argemiro Patrocínio (1922-2003), que ela produziu e lançou em 2002 junto com o de Jair do Cavaquinho (1920-2006).
Fonte: Folha de São Paulo


'O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias é perfeito para o gosto Hollywoodiano!'
O longa-metragem de Cao Hamburger, será o candidato brasileiro na vaga pela disputa do Oscar 2008 de melhor filme estrangeiro. Visto por 357 mil espectadores no Brasil desde sua estréia, em 2006, "O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias" aborda a trajetória do garoto Mauro (Michel Joelsas), que se vê sozinho no bairro do Bom Retiro, em São Paulo, durante a Copa de 70, quando seus pais, militantes políticos de esquerda perseguidos pela ditadura militar, são forçados à clandestinidade. A escolha do filme, entre 18 inscritos, foi feita por unanimidade. Hamburger considera que seu filme tem "uma comunicação universal", mas diz orgulhar-se da avaliação da comissão de que seu longa "é perfeito" para o gosto dos acadêmicos de Hollywood. Fabiano Gullane, produtor do longa de Hamburger, disse que irá "pedir o apoio do MinC, da Agência Nacional do Cinema e do Ministério das Relações Exteriores, conectando todas as instâncias, para apresentar o filme da melhor maneira possível". A Academia divulgará os indicados ao Oscar 2008 no dia 22 de janeiro. A cerimônia de entrega das estatuetas será em 24 de fevereiro.

O filme deve reestrear em outubro nas principais cidades do país. Segundo André Sala, diretor de vendas da distribuidora Buena Vista, boa parte dos exibidores do filme já manifestou interesse no relançamento. O executivo ainda disse que não foram definidas quais e quantas salas devem receber o longa. "O Ano.." estreou no Brasil em novembro de 2006. Ao todo, 68 cópias do filme foram distribuídas. A produção deve ganhar ainda mais destaque no exterior. Até o momento, aproximadamente 20 países já adquiriram cópias. No Estados Unidos, o longa foi lançado pela distribuidora independente City Lights Pictures, e tem estréia marcada para dezembro, em Nova York e Los Angeles. Outras 20 cidades americanas também terão exibições, informou a Gullane Filmes, responsável pela distribuição internacional.
Fonte: Folha de São Paulo

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