30 de setembro de 2007

Retrospectiva de Jia Zhang-ke na Mostra de São Paulo
A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, cuja 31ª edição acontece na cidade em outubro, está repleta de atrações, tais como filmes premiados nos principais festivais e mostras internacionais, a retrospectiva do principal cineasta chinês em atividade e sessão de abertura com o ator mexicano mais famoso do momento. A programação completa ainda não foi fechada, porém mais de 220 filmes já estão confirmados, e as principais seções paralelas, também. Organizada por Leon Cakoff e Renata de Almeida, a Mostra será aberta no dia 19, no Auditório Ibirapuera, com a estréia nacional de "O Passado", o novo longa de Hector Babenco. Inspirado no livro homônimo de Alan Pauls, o filme trata das relações amorosas do jovem tradutor Rimini. O protagonista é o mexicano Gael García Bernal, que, como Babenco, irá ao Ibirapuera. Entre os filmes da programação regular estão trabalhos como o vencedor da Palma de Ouro em Cannes, "4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias", do romeno Cristian Mungiu, o argentino "El Otro", de Ariel Rotter, premiado em Berlim neste ano, e "Império dos Sonhos", novo longa de David Lynch. Das retrospectivas, destaque para a de Jia Zhang-ke.
Fonte: Folha de São Paulo


Babelgum faz festival de cinema online

Produções profissionais de curtas e médias-metragens independente podem concorrer a 20 mil euros na premiação do festival que acaba de ser criada pelo serviço de vídeos web Babelgum. O festival de cinema online terá sete categorias (clipe, curta-metragem, documentário, publicidade, animação, social/meio-ambiente e o "Looking For Genius Award", que premiará novos talentos) e o vencedor em cada uma delas ganhará 20 mil euros, além de partilhar a receita publicitária gerada pela exibição do filme. Os vídeos receberão notas dos usuários do serviço, que é gratuito, e os dez mais bem colocados serão julgados por um júri profissional. Os três finalistas serão analisados pelo cineasta Spike Lee, que elegerá o melhor.
Fonte: Tela Viva News


São Paulo recebe em outubro 2ª Mostra de Cinema Nordestino
A 2ª Mostra Paulista de Cinema Nordestino, que acontece em outubro, conta com mais de 40 produções em sua programação. O evento será realizado em diversas cidades de São Paulo, como Taboão da Serra, Santo André e Diadema, e no centro expandido da capital. Durante o festival estarão em cartaz animações gráficas, ficções e documentários de diferentes estados do Nordeste, em curta, média e longa metragem. Segundo os organizadores, a mostra tem como um de seus objetivos levar filmes a um público que não está habituado a ir ao cinema, muitas vezes por falta de dinheiro para o ingresso e até para o ônibus. Com entrada livre, os destaques do evento são os longas "Cinema, Aspirinas e Urubus", "O Céu de Suely", "Árido Movie", "Corisco e Dada" e "Baile Perfumado".
Fonte: Folha Online

Brasileiros competem no Festival de San Sebástian
Os brasileiros Matheus Nachtergaele com "A Festa da Menina Morta" e Werner Schumann com "Sol na Neblina" estão entre os seis finalistas do prêmio Cine em Construção do 55º Festival de Cinema de San Sebástian, que acontece de 20 a 29 de setembro. Na competição oficial, 16 filmes, sendo dois da América Latina, vão concorrer pelo prêmio máximo do concurso, a Concha de Ouro de melhor filme. As obras brasileiras, entretanto, concorrem na categoria que condecora filmes ainda inacabados, destinada a ajudar na finalização das obras de diretores independentes. Na competição principal, o cinema latino-americano será representado pelos filmes "Encarnación" (Argentina), de Anahí Berneri e "Matar a todos" (Uruguai), do diretor Esteban Schoroeder. O cinema da América Latina terá um concurso específico com a sessão Horizonte, uma das várias competições do festival. O Brasil será representado pelos filmes "Baixio das Bestas", de Cláudio Assis, "A Casa de Alice", de Chico Teixeira, "Otávio e as Letras", de Marcelo Masagão e "A Via Láctea", de Lina Chamie.
Fonte: UOL Cinema

Co-produção brasileira ganha prêmio em Montreal
"A Outra Margem", co-produção luso-brasileira entre a Clap Filmes (Portugal) e a Plateau Produções, conquistou o prêmio de melhor ator na 31ª edição do Festival de Filmes do Mundo de Montreal, atribuído aos atores portugueses Filipe Duarte e Tomás de Almeida. A produção teve direção de Luís Filipe Rocha (“Adeus Pai” e “A Passagem da Noite”) e direção de fotografia de Edgar Moura. Segundo Beto Tibiriçá, da Plateau Produções, o filme será lançado no Brasil ainda este ano, durante a 31ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
Fonte: Tela Viva News

Novo site vai arquivar e difundir documentários latinos
O site Docfera foi lançado na terça-feira (11/09) com o objetivo de ser uma plataforma através da qual o público terá acesso ao maior arquivo digital do mundo de documentários latino-americanos. O objetivo é conservar, divulgar e distribuir na internet o enorme patrimônio documentário latino-americano nos mais diversos formatos digitais, com a maior qualidade disponível. O site também ajudará produtores a divulgar sua obra e receber online seus direitos autorais. Hirsch é filha de Paul Hirsch, gerente da fundação argentina Antorchas, da brasileira Vitae e da chilena Andes. O Docfera inclui um módulo que permite criar festivais de cinema virtuais. Os membros do júri podem estar em diferentes partes e assistir, discutir, comentar e votar nos filmes. Os produtores podem vender seus documentários de maneira segura, com proteção de direitos autorais, sob o protocolo DRM, que estabelece os níveis de reprodução e cópia de cada obra, acrescentou. Além disso, o sistema permite que os autores acompanhem o destinos de suas obras e de sua renda.
Fonte: Estadão

Fernando Meireles começa a filmar "Ensaio Sobre a Cegueira" e o público poderá
acompanhar seu diário pessoal através de blog
O cineasta brasileiro Fernando Meireles iniciou no sábado (15/09) as filmagens da adaptação cinematográfica do romance de José Saramago "Ensaio Sobre a Cegueira", cujo título em inglês será Blindness, em Montevidéu, capital do Uruguai. Indicado ao Oscar por "Cidade de Deus" e por "O Jardineiro Fiel", o diretor está no comando de uma superprodução internacional, com locações em São Paulo, Toronto e na capital uruguaia. Estrelam o longa as atrizes Julianne Moore, Alice Braga, Sandra Oh, e os atores Mark Rufallo, Gael Garcia Bernal, Danny Glover, entre outros. O filme narra a história de uma epidemia de cegueira que assola um país fictício e que não tem qualquer explicação científica. Julianne Moore interpretará a única personagem da história que, também por razões inexplicáveis, não fica cega. Fernando Meireles conta histórias dos bastidores das filmagens em um blog chamado Diário de Blindness: clique aqui.
Fonte: JB

Brasil vai concorrer com oito filmes em festival francês
Oito filmes de cineastas brasileiros concorrem na seção oficial do Festival de Biarritz - Cinema e Culturas da América Latina 2007, que será realizado na cidade francesa entre 24 e 30 de setembro com a exibição de cem películas. O Brasil será representado com os longas-metragens de ficção "Ó Pai, Ó", de Monique Gardenberg, "O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias", de Cao Hamburguer, e pelos documentários "Elevado 3.5", de João Sodré, Maira Buhler e Paulo Pastolero, "Los Paraguayos", de Marcelo Martinessi, e "O Coco, a Roda, o Pneu e o Farol", de Mariana Fortes. Entre os curtas-metragens, participam "O Próximo", de Maya Rizzo, "A Peste de Janice", de Rafael Figueiredo, e "Picolé, Pintinho e Pipa", de Gustavo Melo, e, fora da competição, a diretora Sandra Kogut vai mostar o filme "Mutum". Serão atribuídos os prêmios El Abrazo para melhor longa-metragem, melhor interpretação feminina, melhor interpretação masculina, melhor curta-metragem e prêmios do público France Bleu Pays Basque.
Fonte: Folha Online

"Aboio" resgata o canto esquecido dos vaqueiros
Dois anos depois de ter sido exibido no Festival do Rio - e também de ser premiado no Festival Internacional de Documentários "É Tudo Verdade" -, estréia "Aboio" da mineira Marília Rocha. O longo tempo dá um pouco a idéia das dificuldades que o gênero enfrenta no mercado. E o documentário não tem feito feio num mercado que anda refratário às ficções brasileiras. Para o seu tamanho, e para o seu lançamento, "Santiago", de João Moreira Salles, pode ser considerado um sucesso maior do que produções ambiciosas como "Antônia" e "Cidade dos Homens", sem que se pretenda com isso desqualificar os trabalhos de Tata Amaral e Paulo Morelli. "Aboio" nasceu de uma pesquisa da diretora sobre o universo de João Guimarães Rosa e Mário de Andrade. Nas obras dos autores, ela encontrou repetidas referências ao aboio, ou seja, ao canto que os vaqueiros utilizam para chamar o gado. Atraída pela idéia, Marília percorreu o norte de Minas, entrou pela Bahia e chegou a Pernambuco, sempre em busca de aboiadores.
Fonte: Estadão

9 de setembro de 2007

Entre o mundo dos deuses e o dos homens, nasce Heracles

Heracles é um jovem negro da periferia de São Paulo, que no seu primeiro dia de trabalho, após um tempo preso na Febem, tem que realizar doze tarefas para ser efetivado como motoboy. Ele vai rodar a cidade e nos levar a conhecer uma série de pessoas da sociedade paulistana que não poderia ser menos do que um desejo de retratar o país. Heracles, em voz over, é também aquele que conhece o passado, o presente e o futuro daqueles que cruzam seu caminho. Não que essas pessoas sejam caricaturas da sociedade, mas porque elas dificilmente sobresairão do destino a que lhes foram impostas. Uma filosofia oposta ao discurso do sonho americano, onde tudo é possível e realizável.

A cada curva de esquina, entre um carro e outro e entre uma entrega e outra, o aprendiz de motoboy não se deixa sucumbir pelos percalços que a cidade lhe impõe e consegue se safar das situações mais constrangedoras. O drama do filme reside nesses pequenos empecilhos que como ninguém Heracles sabe driblar e corromper: a discriminação social, a injustiça, os desmandos. Estamos longe do herói sofredor que as mazelas de uma grande cidade o acaba por engolir e mesmo matar como em O homem que virou suco de João Batista de Andrade, Pixote de Hector Babenco ou A hora da estrela de Suzana Amaral. Heracles habita e faz parte de São Paulo tanto quanto os motoboys pertencem ao trânsito das ruas paulistanas. Talvez por isto que a cidade lhe é também acolhedora, e não faltam pessoas que o ajudarão a vencer os desafios.

Heracles não somente conhece e antecipa os destinos alheios, como também tenta sublimar as mazelas cotidianas através de um ponto de vista filosófico. Assim como na sua premissa inicial quando diz que “o lugar onde se nasce já determina o que ou quem a pessoa vai ser”, valesse também para o seu nome vindo da mitologia grega, que lhe deram para salvá-lo de uma doença de nascença, já lhe dotasse de antemão de uma voz filosófica, madura e crítica sobre a sociedade.

A tragédia não deixará de atravessar o caminho do motoboy. No entanto, o drama não vai muito além dos créditos finais, pois o filme opta por um tom otimista e sonhador, e nos leva ao encontro de uma redenção possível. Pelo menos aquela do “espírito”. Atualmente o filme em cartaz no Festival Latino Americano de Vancouver, Os 12 trabalhos (2006) do premiado cineasta do filme De passagem (2003), Ricardo Elias, já rodou os festivais de Berlin, Palm Springs, Miami, San Diego e Chicago. O filme foi premiado em San Sebastian (Espanha), Havana (Cuba), Festival do Rio e levou seis prêmios no Festival de Pernambuco. Não é para menos, afinal a trilha musical de André Abujamra e a seleção de atores, em especial o protagonista Sidney Santiago e Flávio Bauraqui, são realmente de tirar o chapéu. Os 12 trabalhos é São Paulo na sua máxima essência, aquela sublimada apesar de “concreta”.
Hudson Moura


Assista o trailer:


3 de setembro de 2007

Série de documentários argentinos explora o tema das Fronteiras culturais e midiáticas


Fronteras argentinas: Donde se cruzan el cine y la TV

Las fronteras son lugares de paso, espacios donde conviven diferentes culturas, identidades y Estados. También son lugares de intercambio. Con ese espíritu, un grupo de realizadores de cine fueron convocados para dirigir una serie de documentales para la televisión con las fronteras como tema central.

Producido juntamente con la Secretaría de Cultura de la Nación, el Instituto Nacional de Cine y Artes Audiovisuales y el canal Encuentro, la serie Fronteras argentinas , que será emitida a partir de mañana por esa señal, indaga en lo que sucede en esos límites externos e internos de nuestro país, desde la mirada de un director de cine.

"Elegimos el tema porque coincide con una mirada más amplia acerca de la cultura, que no tiene que ver simplemente con la promoción de las bellas artes, sino también con otras cuestiones como la construcción de ciudadanía; la defensa de los derechos, en general y, entre ellos, los culturales; la identidad; la diversidad; una serie de temas que hacen a una mirada más amplia y compleja de la cultura -explica Diego Marquis, productor general del ciclo-. Nos parece que las fronteras son lugares donde justamente todo eso entra en juego y donde es posible encontrar cruces atractivos que se puedan convertir en programas de televisión."

Los cineastas elegidos para el proyecto son Eduardo Yedlin, Cristián Pauls, Verónica Chen, Gustavo Tieffenberg, Albertina Carri, Diego Lerman, Sergio Wolf, Andrés Di Tella, Roberto Barandalla, Jorge Gaggero, Enrique Bellande, Ignacio Masllorens, Albertina Carri, Pablo Trapero, Gianfranco Quattrini y Sebastián Antico. Cada uno recibió como propuesta una frontera para filmar y fueron asesorados por el antropólogo y especialista en el tema Alejandro Grimson.

"Buscamos directores que hubiesen realizado trabajos cinematográficos atractivos, aunque no necesariamente fueran documentales -sigue Marquis-. Por otro lado, queríamos que se entusiasmaran con el ciclo, porque la verdad es que no es un proyecto que reporte un beneficio económico importante. Al contrario: los presupuestos son muy acotados. El aproximado de cada documental es de 40 mil pesos, y cada director está cobrando unos 2500 pesos de honorarios, que es muy poco en relación con lo que se gana haciendo otras películas o trabajando en publicidad."

Fronteras internas

Marquis comenta que, al principio, los directores tuvieron bastante libertad para elegir en qué frontera querían hacer su documental, pero después tuvieron que acotar la geografía para asegurarse de que no se repitieran los lugares elegidos. Otra cuestión de gran importancia para los productores era que no se tratara sólo de fronteras externas sino también internas.

"Las fronteras externas, que son las más claras, son fronteras explícitas, donde de allá para acá es una cosa y de acá para allá es otra. Eso constituye en estados a las naciones. Pero luego hay un montón de otras fronteras, que llamamos internas, que tienen que ver con otro tipo de diferenciaciones. Por ejemplo, la de Trapero es una frontera interna que es una cárcel; o la de Carri, que es el cruce entre la ciudad y el conurbano. En el documental de Wolf, que es en la frontera entre la Argentina y Brasil, él hace un recorrido a través del río, y hay lugares donde no hay frontera, si bien de un lado es Brasil y del otro es la Argentina. Hay otras que son muy externas, como en el documental de Verónica Chen, que es en el Canal de Beagle", explica Marquis.

Otras fronteras de las que se ocupan los documentales del ciclo son el aeropuerto de Ezeiza (Tieffenberg); las comunidades guaraníes en Salta (Lerman); la zanja de Alsina (Di Tella); el Paso de Jama (Pauls); Gualeguaychú-Fray Bentos (Barandalla-Gaggero); Trevelin (Masllorens), y la frontera con Paraguay (Quattrini-Antico).

La línea imaginaria

"Si yo no estuviese, la frontera no existiría", dice un oficial de Prefectura Naval y tripulante de El Mantilla, en el documental Altamar , de Eduardo Yedlin. La formación tiene cierta verdad, ya que la frontera que retrata Yedlin es, tal vez, la menos visible de todas: las 200 millas marítimas. Esta medida (son aproximadamente 350 kilómetros), tomada desde la costa, indica el límite donde el mar deja de ser de uso comercial exclusivo de un país.

Altamar , que se emitirá mañana, a las 21, y será el primero del ciclo, presenta la vida a bordo de El Mantilla, entre imágenes del océano y el ruido de las olas. Esta embarcación es propiedad de la Prefectura Naval Argentina y sus tripulantes son oficiales encargados de controlar que ningún barco extranjero pesque en aguas argentinas.

Durante el viaje desde Comodoro Rivadavia hasta Buenos Aires, el documental muestra cómo estos hombres, que viven en altamar durante un mes completo, comen, miran películas, se encuentran con un sospechoso barco pesquero chino, cuentan sus experiencias y muestran un particular orgullo por el trabajo que les toca realizar.

Internas o externas; visibles o una convención dibujada en un mapa, las fronteras marcan el fin de algo y el comienzo de otra cosa distinta. Estos documentales llevarán a cada hogar imágenes de las fronteras y, al mismo tiempo, cruzarán el límite que divide al cine de la televisión.

Por María Fernanda Mugica, LA NACION

Los 13 documentales

Altamar, de E. Yedlin.
Servicios prestados, de Diego Lerman.
Por la razón y por la fuerza, de Verónica Chen.
Las orillas, de Sergio Wolf.
Ojos de cielo, de C. Pauls.
Pablo Dacal y el misterio del lago Rosario, de Ignacio Masllorens.
Tracción a sangre, de Albertina Carri.
La zanja de Alsina, de Andrés Di Tella.
Ezeiza, de G. Tieffenberg.
Intersecciones, de Pablo Trapero.
Fragmentos de una frontera, de R. Barandalla y J. Gaggero.
Misión La Paz, de G. Quattrini y S. Antico.
Fronteras internas, de E. Bellande.

A foto acima é do filme Histórias Mínimas, de Carlos Sorín, outro filme argentino que explora o tema das fronteiras e do movimento.

Os 12 trabalhos de Ricardo Elias ilustra o cartaz do Festival Latino Americano de Vancouver

A quinta edição do VLAFF faz uma homenagem ao cinema argentino, que atualmente tem uma das mais ativas produções cinematográficas da América Latina com 60 filmes anuais. Entre eles estão Las Hermanas de Julia Solomonoff, Las Manos de Alejandro Doria, Cronica de una fuga de Israel Adrián Caetano e Luna de Avellaneda de Juan José Campanella com o prolífico ator Ricardo Darín que encerra o festival no dia 12. Outros destaques vão para o cinema mexicano como a co-produção, inédita, Imitation de Federico Hidalgo sobre a integração dos imigrantes latinos na cidade de Montreal estrelado pela celebrada atriz mexicana Vanessa Bauche e, ainda, Drama de Gerardo Naranjo e Ojo en la nuca de Rodrigo Plá, um triller sobre a prestação de contas com a ditadura militar no Uruguai. Gael Garcia Bernal interpreta um exilado que volta à sua terra natal e propõe um duelo com o militar que supostamente tenha desaparecido com o seu pai.

Além dos Os 12 trabalhos (foto, cartaz do festival), o Brasil está presente ainda com o premiado O cheiro do Ralo de Heitor Dhalia com Selton Mello, e os curtas Paralelos de Alexandro Basso, Crisalidas de Fernando Mendes e O diário de Nana de Paschoal Samora, sobre as andanças de Naná Vasconcelos pelo recôncavo baiano em busca da "música do espírito e o espírito da música".


"Mutum", de Sandra Kogut, estará em Toronto

O Festival Internacional de Cinema de Toronto divulgou os 352 filmes que serão exibidos na mostra, de 6 a 15/9. Além de "O Passado" (co-produção com a Argentina), de Hector Babenco, que já havia sido anunciado, há mais dois brasileiros escolhidos: "Mutum", de Sandra Kogut, e "O Banheiro do Papa", de Enrique Fernandes e César Charlone (co-produção com Uruguai e França).


IV Curta Vídeo Votorantim tem inscrições abertas

As inscrições para a quarta edição do Curta Vídeo Votorantim ficam abertas até 06 de setembro. Serão aceitas produções em qualquer formato, com duração máxima de 15 minutos. O primeiro lugar ganhará prêmio no valor de R$ 1.500, o segundo lugar leva R$ 1.000 e o terceiro R$ 500, mesma premiação do júri popular. O evento acontece de 11 a 14 de outubro, na cidade de Votorantim (SP).
Fonte: Tela Viva News, 30/08


“Cleópatra”, com Alessandra Negrini, é aplaudido em Veneza

O filme "Cleópatra", de Julio Bressane, teve sua primeira projeção pública em sessão na Bienal de Veneza no sábado(01/09). O longa, que traz a atriz Alessandra Negrini no papel-título, foi bastante aplaudido. O filme é uma espécie de viagem interior ao universo da rainha egípcia. Bressane foi convidado pessoalmente pelo diretor da Mostra veneziana, Marco Muller, para contar à sua maneira a complexidade da figura de Cleópatra. O longa tem cenografia marcada pela estilização da cultura egípcia, ambientado com cores alaranjadas e acobreadas, com figuras geométricas e cenas rodadas nos sugestivos penhascos do Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro. Bressane, que trabalhou durante 15 anos no tema e fez diversas pesquisas sobre a vida de Cleópatra, consultando os textos de Plutarco, obteve uma iconografia especial, exótica, graças a moedas e esculturas da época.
Fonte: G1, 02/09


“Tropa de Elite” vai abrir o Festival do Rio

O filme vai abrir o Festival do Rio, no dia 20 de setembro, em sessão de gala. Há cerca de um mês, uma versão não-finalizada do longa vazou, começou a ser comercializada em DVDs piratas e por download na web e virou um sucesso de vendas nesses mercados. Com o vazamento, a distribuidora responsável pelo lançamento da produção no Brasil, a Paramount, decidiu também antecipar a estréia em circuito para 12 de outubro. A distribuidora prepara uma campanha de lançamento de “Tropa de Elite” que une a divulgação do longa à luta contra a pirataria. Dirigido pelo diretor José Padilha e escrito pelo roteirista de “Cidade de Deus”, Bráulio Mantovani, “Tropa de Elite” é inspirado no livro “Elite da tropa”, que revela os bastidores da atuação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) em favelas cariocas. No elenco, estão Wagner Moura, Caio Junqueira e André Ramiro.
Fonte: G1, 28/08


Festival de Cinema de Brasília tem inscrições abertas

O 40º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que acontece de 20 a 27 de novembro, está com inscrições abertas até 30 de setembro. O festival, com patrocínio da Petrobras, distribuirá um total de R$ 345 mil aos vencedores. Podem participar das mostras competitivas em 16 mm e 35 mm, filmes brasileiros de longa, média ou curta-metragens concluídos a partir de outubro de 2006.
Fonte: Tela Viva News, 31/08

2 de setembro de 2007

Cultura de México


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