2 de abril de 2011
1 de janeiro de 2011
Novo logo oficial dos Jogos Olímpicos do Rio 2016!
Opinem! O que acharam do novo logo oficial das Olimpíadas de 2016 no Rio?
União, Celebração, Brasileirismo, infinito, afinal, o significa este arco oval?
En passant, feliz 2011! Espero que ele seja melhor do que o ano que passou e mais inspirador que esta nova facebookmania que tomou conta em 2010 com Mark Zuckerberg roubando descaradamente todos os "amigos" e ficando com a capa de homem do ano da revista Time. Isto é que tem ficado claro em todas as referências históricas da criação do Facebook e biográficas dos seus fundadores, incluindo aí a biografia-julgamento hollywoodiana realizada por David Fincher em A Rede Social (The Social Network). Entre os tais "amigos" lesados está o brasileiro Eduardo Saverin. Nessas atuais circunstâncias, homem do ano, é ironia do destino ou os fins dos tempos, cara pálida? Tweet
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12 de dezembro de 2010
Napoleão Bonaparte vira Coronel Viravante aos olhos de Glauber Rocha
No conjunto estão os 22 filmes feitos por Glauber, além de 80 mil documentos, que incluem sua correspondência pessoal, roteiros de filmes, peças de teatro, poemas e romances.
Deste total, 223 roteiros e projetos de livro permanecem inéditos.
Segundo o ministro da Cultura, Juca Ferreira, a compra está praticamente fechada e deve ser anunciada até o final do mês. “A família tem plena noção da importância de Glauber para a cultura brasileira, e nós temos condições melhores para preservar este material’’, diz.
De acordo com Ferreira, a negociação faz parte de uma política maior de aquisição de acervos do cinema brasileiro por parte do ministério, que vai disponibilizá-los ao público na Cinemateca.
“Boa parte da memória do cinema nacional se perdeu, porque a preservação sempre foi precária. E, hoje, na Cinemateca, temos os melhores equipamentos do mundo para isto’’, diz.
A Cinemateca está restaurando o filme “O Leão de Sete Cabeças’’, feito por Glauber em 1970. Será relançado em cópias de 35 milímetros. Em julho deste ano, o ministério adquiriu o acervo da Companhia Atlântida Cinematográfica, com mais de 60 longas-metragens produzidos entre 1942
e 1974.
Papéis revelam roteiro inédito sobre Napoleão Bonaparte
O último projeto do cineasta Glauber Rocha (1939-1981) era fazer um filme inspirado na vida de Napoleão Bonaparte (1769-1821). Um mês antes de morrer, ele escreveu um roteiro em francês, até hoje inédito, com as principais ideias do longa. Também mencionou o tema em cartas a
amigos.
Há algumas semanas, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, encontrou em sua biblioteca mais uma peça que ajuda a remontar esse projeto: a versão italiana do livro “O Império de Napoleão’’, de Stendhal (1783-1842), com anotações e rasuras feitas pelo cineasta.
A obra chegou às suas mãos em 1981, quando ele era presidente da Embrafilme. Glauber, que estava morando em Portugal, queria sensibilizá-lo a apoiar a produção. A estatal já havia patrocinado seu último filme, “Idade da Terra’’-cuja recepção pela crítica nacional e internacional foi terrível.
“Ele estava bastante deprimido por causa disto, mas falava de muitos planos’’, diz Amorim, que doou o livro à família de Glauber.
Os documentos não trazem uma ideia acabada e são, por vezes, contraditórios. Mas deixam claro que o longa teria muito pouco da biografia de Bonaparte e se prestaria a discutir temas comuns na obra
do cineasta, como liderança messiânica e revolução.
Nas margens do livro, ele anotou ideias gerais: “Os impérios materializam o inconsciente coletivo do povo através de seus patriarcas, que realizam as guerras purificadoras e fortificantes’’.
Também guardou, entre as páginas, um recorte de jornal falando de um leilão da Sotheby’s com armas do período napoleônico.
Já no roteiro, a história se passa nos anos 1980, num território “real e imaginário’’ chamado Trafalgar, na divisa entre Portugal e Espanha.
Reencarnação
O personagem central é Napoleão Viravante, proprietário de terras que se achava a reencarnação do general francês. Cercado por um exército de mercenários, ele pretendia conquistar a independência de seu país e dominar o mundo.
O texto é uma amostra típica do cinema conceitual de Glauber Rocha: “Na Caverna da Morte, protegidos por uma aranha gigante, estão guardados os títulos de propriedade de terra de Trafalgar’’. Irmã Vitória dos Ressuscitados, camponesa que fundou uma ordem religiosa, tem a missão de resgatá-los.
Em meio a intrigas políticas, Napoleão abandona sua mulher espanhola e decide se casar com uma amante africana. Napoleão é morto pela amante. O filme termina com um dançarino do balé Bolshoi assumindo o poder.
O roteiro, aparentemente nonsense, e com o qual o cineasta tentava levantar patrocínio na Europa, era apenas uma de suas ideias para este filme.
Antes de escrevê-lo, em carta a Celso Amorim, Glauber diz que já havia feito uma versão no Brasil, e pretendia fazer uma segunda.
“Este é o filme que vou fazer este ano, embora não saiba como [...] Se eu voltasse ao Brasyl, filmaria também “O Império de Napoleão’ com o título de “O Império de D. Pedro II’’’, escreveu. (Folhapress) Tweet
10 de novembro de 2010
Dom Quixote vira livro eletrônico interativo com YouTube e Facebook
A primeira edição do romance do "engenhoso fidalgo" da obra de Miguel de Cervantes (1547-1616), data de 1605 e 1615 em Madri e que agora, quatro séculos depois, pode ser lido como qualquer e-book, virando as páginas da tela, trocando o tipo de letra ou seu tamanho.
A novidade é que no trabalho de digitalização das 1.282 páginas da edição foram acrescentados diversos complementos para tirar mais proveito da obra. Estão incluídos mapas interativos de rotas com os itinerários das viagens de Dom Quixote, uma cronologia de fatos relativos à obra, seu contexto - a vida no século XVII, os livros de cavalaria
- e seu autor, referências a outros livros da Biblioteca Nacional, ilustrações e gravuras da época e links para enviar trechos por e-mail ou Facebook. Além disso, é possível ouvir música e até "o som real das páginas" ao serem viradas.
À iniciativa sobre a obra-prima da literatura espanhola soma-se a apresentada Academia Real Espanhola da Língua (RAE) e pelo Youtube, que permite que internautas do mundo todo exponham nesse site vídeos com a leitura do livro. Tweet
7 de novembro de 2010
Klout mede nível de influência no Twitter
O Klout é quem está computando tudo o que se passa na internet e criando uma pontuação de autoridade aos mais influenciáveis das redes sociais. Eles entendem isto como uma redefinição e mudança do monopólio da quantidade pelo da qualidade. Comece a entender esta intrincada engenharia digital na matéria abaixo que traduzi do jornal Globe and Mail:
Nas mudanças rápidas que acontecem no mundo da mídia social, a influência é cada vez mais importante e as empresas começam a prestar mais atenção em quem está conduzindo as conversações ao invés do número de conversas que estão acontecendo.
Em muitos casos, há mais ênfase na quantidade do que na qualidade.
Uma iniciativa recente que está atraindo muita atenção na influência do "ecossistema" é o Klout.com, que utiliza algoritmos sofisticados e análise semântica para medir a influência de pessoas e temas na web.
Klout estabeleceu uma forte posição dentro da esfera de influência com um serviço gratuito que mede a influência das pessoas no Twitter, dando-lhes uma pontuação de 0 a 100. A empresa recentemente expandiu o serviço para o Facebook, e planeja adicionar LinkedIn e Foursquare até o final do ano.
Recentemente, tive a oportunidade de entrevistar o fundador do Klout Joe Fernandez sobre o crescimento da empresa e do interesse crescente influência.
Binh Tran and Joe Fernandez da Klout
Conte-me sobre como e porquê fundou o Klout?
Já em 2007, eu usei o Twitter por um tempo. Eu gostei, mas eu fiz uma cirurgia maxilar e minha mandíbula estava completamente paralisada. Durante três meses, era a minha única forma de comunicação. Isto me fez mudar a forma como estava olhando para uma nova mídia, e como era louco saber instantaneamente as opiniões das pessoas que eu mais confiava, sobre um restaurante ou qualquer outra experiência que elas estavam tendo.
Ainda mais surpreendente de tudo isso era que todos esses dados estavam disponíveis. Enquanto minha mandíbula estava paralisada, eu estava obcecado com a idéia de construir a versão alfa do Klout, que era muito rudimentar – colocando dados no Excel. Eu havia co-fundado grandes companhias de dados e tinha essa experiência. Eu não sabia o que o Klout poderia ser, mas eu sabia que esses dados eram interessantes, e independentemente se eram marketeiros ou pessoas comuns desejando conhecer os seus próprios efeitos, isto era interessante.
Você está surpreso com o foco, se não obsessão, com a influência? Como você explica esta tendência?
Nós certamente não estamos reclamando. Eu adorei saber que a tendência mudou. As pessoas fariam um monte de contas antes – seguidores, menções... Mas eu acho que o mercado vai mais rápido e eficiente ao ponto quando as pessoas percebem que a qualidade importa! Nós acreditamos que o que estamos fazendo em compreender o valor da rede de relacionamento dos clientes, é saber o valor de ter 100 pessoas falando sobre sua marca, pessoas essas que não são realmente relevantes, contra ter duas ou três pessoas que têm muita autoridade e influência comentando sobre a sua marca.
Como tem evoluído o Klout?
Sempre houve a pontuação Klout. Era algo digerível para os consumidores ou marcas, e realmente fiquei focado em fazer essa pontuação o padrão. Mesmo antes que o site estavisse em beta público, tínhamos algumas empresas API que estavam usando. Obter distribuição em torno dessa pontuação, refinar a qualidade da pontuação, e torná-la padrão se tornou nosso objetivo. Até este chegar, uma das missões fundamentais da empresa tem sido tornar-se a contagem padrão da influência online.
Qual é o modelo de negócios da Klout?
Estamos ainda em fase experimental. Estamos jogando com um monte de modelos diferentes. Nós estamos ainda mais centrados nos desafios da tecnologia de processamento dos dados que estamos tratando... Há quase 850 empresas que estão utilizando nossa (interface), e menos de 10 estão pagando por isso. As maiores empresas estão batendo em nosso sistema, mas nós ensejamos no lançamento de uma grande variedade de serviços especiais pagos.
Mark Evans (tradução Hudson Moura)
Especial para Globe and Mail
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